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Santander: Brasil tem gerado decepção com a economia em recessão

Fernando Nakagawa, correspondente, e Cynthia Decloedt    30/07/2015 08:58

 


O principal executivo do Grupo Santander, José Antonio Álvarez, reconhece que o Brasil passa por um momento desfavorável em termos macroeconômicos, mas reafirma a aposta de que as medidas tomadas pelo governo levarão o País de volta ao rumo do crescimento em 2016.

"A economia do Brasil tem gerado alguma decepção com a economia em recessão. O governo do Brasil tomou medidas de ajuste para recuperação mais tarde em 2016", disse aos investidores durante a apresentação dos resultados semestrais do grupo espanhol nesta quinta-feira, 30. Questionado por um analista sobre o impacto do ambiente negativo sobre o Santander Brasil, Álvarez foi sucinto. "O quadro macroeconômico é difícil, mas nós estamos bem provisionados."

Ao lado de Álvarez, o diretor-financeiro do Grupo Santander, José García Cantera, também reafirmou a aposta no Brasil. "O Brasil no médio e longo prazo continua a ser forte. As medidas tomadas pelo governo são para criar melhores fundamentos para o crescimento", disse aos investidores.

Números

O Banco Santander Brasil registrou lucro líquido gerencial de R$ 1,675 bilhão no segundo trimestre de 2015, representando um aumento de 16,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Frente ao primeiro trimestre, a alta foi de 2,6%. Nos primeiros seis meses do ano, o banco registrou lucro líquido gerencial de R$ 3,308 bilhões, um crescimento de 15,5% sobre o mesmo período de 2014.

O lucro líquido societário foi de R$ 3,881 bilhões no segundo trimestre, mais de cinco vezes maior que o de R$ 684 milhões no primeiro trimestre, e alcançou R$ 4,565 bilhões nos primeiros seis meses do ano, um aumento de 336,4% em relação aos seis primeiros meses do ano passado. O lucro líquido societário está impactado por eventos extraordinários, entre os quais a obrigações legais no montante de R$ 7,950 bilhões relativas a Cofins.

Os ativos totais do Santander Brasil estavam em R$ 605,29 bilhões ao final de junho, uma expansão de 22,5% em um ano. O patrimônio líquido somava R$ 56,665 bilhões em junho, crescimento de 12,4% em relação a junho do ano passado.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio, excluindo ágio, anualizado estava em 12,8% ao final do segundo trimestre, aumento de 1,1 ponto porcentual em doze meses.

Desempenho

O lucro líquido gerencial do Santander Brasil do segundo trimestre ficou acima da expectativa dos analistas consultados pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. O montante de R$ 1,675 bilhão apresentado no período foi 19% superior à média de R$ 1,407 bilhão de sete casas (Deutsche, Goldman, BTG, Morgan, Safra, UBS e uma que preferiu não ser identificada).

Quando comparado ao mesmo período do ano passado, o lucro líquido registrado pelo Santander mostrou melhora de 16,5%. Frente aos três primeiros meses do ano, o lucro líquido gerencial cresceu 2,6%.

O Broadcast considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.
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