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Copom decide cortar Selic de 13,75% para 13,00% ao ano

Fabrício de Castro e Fernando Nakagawa    11/01/2017 18:41

 


Em meio à pressão política que exige ação para ajudar na retomada da economia, o Banco Central acelerou o ritmo de corte do juro básico da economia. Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiram, por unanimidade, reduzir a taxa Selic em 0,75 ponto porcentual, de 13,75% para 13% ao ano. O corte surpreende a maioria dos economistas, que previam redução de 0,50 ponto, e indica intensificação da ação do BC - já que nos dois encontros anteriores o BC havia diminuído a taxa em apenas 0,25 ponto porcentual.

De 71 profissionais ouvidos pelo Projeções Broadcast, 65 esperavam pelo corte de 0,50 ponto porcentual, cinco projetavam redução de 0,75 ponto e uma casa apostava em 0,25 ponto.

Setores do governo defendiam o corte de 0,75 ponto porcentual diante da fraqueza da economia, o alto desemprego e os índices de inflação mais controlados. Um argumento pró-redução surgiu mais cedo, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA - o índice oficial de inflação - fechou 2016 com taxa de 6,29%, dentro da meta perseguida pelo Banco Central (4,5%, com tolerância até 6,5%).

No comunicado divulgado hoje, após a decisão, o Copom diz que "entende que a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui os anos-calendário de 2017 e, com peso gradualmente crescente, de 2018, é compatível com intensificação da flexibilização monetária em curso".

"Diante do ambiente com expectativas de inflação ancoradas, o Comitê entende que o atual cenário, com um processo de desinflação mais disseminado e atividade econômica aquém do esperado, já torna apropriada a antecipação do ciclo de distensão da política monetária, permitindo o estabelecimento do novo ritmo de flexibilização", cita o comunicado. "A extensão do ciclo e possíveis revisões no ritmo de flexibilização continuarão dependendo das projeções e expectativas de inflação e da evolução dos fatores de risco mencionados acima".

 

 

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