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Ator Guarulhense protagoniza peça de Sebastian Barry com direção de Darson Ribeiro

Redação Guarulhosweb    19/01/2017 14:41

 

O ator Alexandre Tigano, natural de Guarulhos, está em cartaz em São Paulo com o espetáculo O Orgulho da Rua Parnell desde o dia 14 de janeiro, na Verniz Galeria. O texto inédito no Brasil, assinado pelo inglês Sebastian Barry, ganhou adaptação e direção de Darson Ribeiro.
 
Na peça - formada por monólogos interconectados, interpretados por Tigano e Claudiane Carvalho - um casal relata o final caótico de uma relação de amor que foi interrompida por um ato de violência brutal por parte do marido. A encenação, que tem ainda participação do garoto Enrico Bezerra (nove anos) como intérprete de uma canção, utiliza a ambientação natural da galeria como cenário e plateia (o público senta-se nos próprios móveis do antiquário, que também podem ser adquiridos).
 
O guarulhense Alexandre Tigano participou das novelas A Favorita e Tititi (Rede Globo) e A Terra Prometida (Rede Record). No cinema, atuou em Colegas e Rinha, filmes de Marcelo Galvão, Magal e as Formigas, de Newton Cannito, Mundo Cão, de Marcos Jorge, Crô, de Bruno Barreto, Quer Saber?, de Paulo de Tarso Disca, e Tríade, de Amilcar Claro. Participou também espetáculos teatrais como Disney Killer, de Philip Ridley, e Um Cruel, de Rafa Ramos, ambos dirigidos por Darson Ribeiro, Macaco Peludo, de Eugéne O‘Neil com direção de André Garolli, O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues com direção de Sérgio Ferrara, Macbeth, de Shakespeare com direção de Zé Henrique de Paula, Eleutheria, de Becket com direção de Ariel Moshe, e Outsiders, de Tennessee Williams com direção de Simone Sallas.
 
O ator, que atualmente integra o Grupo de Estudos do TAPA, é formado pela Escola de Teatro Macunaíma e cursou interpretação para cinema com Fátima Toledo, além de ser bacharel em Educação Física. Fez também cursos de teatro com Tiche Vianna, Ésio Magalhães, Reginaldo Nascimento e Renata Zhanetta.
 
O Orgulho da Rua Parnell -foto de Eliana Souza -3b.jpgO Orgulho da Rua Parnell narra 10 anos da complicada e também bela história de amor de um casal. Em movimentos delicados as personagens descrevem entre lágrimas, risos, excitação e orgulho tudo que os levou à situação atual. São lembranças pesadas e até insanas, mas permeadas de um amor sem igual. A peça revela o grau de perigo, quase sempre velado, que existe na paixão e o estrago que isso pode provocar, caso esse sentimento seja sublimado ou potencializado em substituição às vontades próprias, fazendo do egoísmo uma arma fatal.
 
Na obra de Barry as limitações e o controle das emoções vêm no formato de prosa, ao mesmo tempo áspera e macia. Joe Brady é um ladrãozinho insignificante que tem o apelido de “homem-meio-dia”. Ele e sua esposa Janet vivem na periferia de Dublin, na Irlanda, e apesar da vida marginalizada mantêm orgulho de seu lifestyle, como ocorre com a maioria das personagens de Sebastian Barry.
 
No enredo, a derrota que marcou a desmoralizante desclassificação da Irlanda na Copa do Mundo de 1990, na Itália, cobrou seu preço. E parece que para o casal Joe e Janet a cobrança veio com juros altíssimos. O déficit desses dois foi maior do que o da seleção naquela noite. Alguns anos se passaram e agora eles revelam a intimidade de um amor eterno, mas também a ruptura desastrosa do casamento.
 
É um início de relação pobre, mas feliz. Ela, mãe aos 16 anos, sofre para criar os três filhos. Ele, apelidado de “midday man”, vive à sombra e água fresca, roubando carros. Eles vão se aturando até que o primogênito Billy morre atropelado por um caminhão de cerveja. Este é talvez o início do fim, não só da relação, mas até mesmo do amor pela Irlanda. Será? Ao voltar para casa, após a quarta de final dos jogos, Joe quase mata a esposa, espancando-a. Desfacelada, ela foge para um abrigo de mulheres, levando as crianças. Apesar da ausência do marido - e pai - ela vai reconstruindo sua vida, enquanto ele se afunda na heroína, nas prisões e sofre com a AIDS.
 
Sobre o tema “violência contra a mulher”, abordado na peça, o diretor ressalta os altos índices e o número de prisões e de mortes que vêm aumentando em vários países, incluindo o Brasil, culminando no dilaceramento familiar. “A sociedade dá pouca atenção para o fato. O teatro tem a função de alertá-la. Desta forma, o Conselho Estadual de Defesa da Mulher, por meio de sua Presidente Rosmary Correa foi o primeiro a credenciar esse projeto”, comenta Darson.
 
 
 
Ficha técnica
 
 
Texto: Sebastian Barry
 
Direção, tradução, Trilha, cenografia e figurino: Darson Ribeiro
 
Elenco: Alexandre Tigano (Joe) e Claudiane Carvalho como (Janet)
 
Participação especial: Enrico Bezerra (voz) e Marcos Aragoni (piano)
 
Iluminação: Rodrigo Souza  
 
Consultoria técnica: Capitão Marcelo Nogueira
 
Edição/trilha: Lalá Moreira DJ
 
Fotografia: Eliana Souza
 
Design gráfico: Iago Sartini
 
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena
 
Suporte de movimento: Gustavo Torres
 
Assistentes de direção: Arnaldo D’Avila e Camila Carneiro
 
Auxiliar de produção: Eli Barcellos
 
Realização e produção: DR Darson Ribeiro Produções
 
 
 
Serviço
 
 
 
Espetáculo: O Orgulho da Rua Parnell
 
Local: Verniz Galeria
 
Rua Álvaro de Carvalho, 318. Centro/SP.
 
Estreia: 14 de janeiro de 2017. Sábado, às 20h
 
Temporada: sábados e segundas (às 20h) e domingos (às 19h) - Até 20/02
 
Ingressos: R$ 60,00 (meia: 30,00).
 
Bilheteria: 1h antes das sessões (aceita cheque e dinheiro).
 
Classificação: 12 anos. Duração: 75 minutos. Gênero: drama. Capacidade: 50 lugares.
 
Ingresso online: www.sampaingressos.com.br. Reservas: (11) 97655-3687

 

 

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