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Barril de pólvora

Sérgio Lessa    31/01/2017 09:29

 

A Rede Globo divulgou, a partir de dados da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, que o sistema penitenciário do estado está superlotado e a situação mais crítica é a dos centros de detenção provisória. Em outubro do ano passado havia nos 42 CDP’s, 62 mil presos para 32 mil vagas. Quase o dobro da capacidade. Os dados mostram ainda que a situação das penitenciárias não é muito diferente. São 80 mil vagas para 134 mil presos. A mais cheia é a de Guarulhos. Enquanto assistimos pela televisão o caos nos presídios de outros estados, ninguém na cidade sequer toca nesse assunto. E se explodir uma rebelião?
 
Alternativas
 
A Câmara Municipal procura de todas as formas promover uma economia significativa em sua extensa lista de despesas. Estuda-se nesse momento a redução da carga horária de trabalho e a implantação do “home office”, que nada mais é do que o escritório em casa, onde o servidor público trabalhará para o Legislativo na sua própria residência. Apesar de não haver redução de salários, a Câmara reduziria seus custos imediatamente, pois não pagaria mais o vale refeição de R$ 450,00 aos seus funcionários, o que significa hoje R$ 4 milhões a menos nos custos.
 
Rombo
 
O déficit hoje no orçamento da Câmara gira em torno de R$ 14 milhões. Se medidas urgentes de economia não forem implementadas deverá haver uma enorme redução do número de assessores nos gabinetes dos vereadores ainda este ano. Estima-se que pelo menos 50% dos cargos deverão ser cortados se nada for feito. Outras economias previstas no Legislativo são: cumprimento do apontamento do Tribunal de Contas sobre os comissionados dos gabinetes, que diminuiria os gastos em mais de R$ 4 milhões; fim da licença prêmio nos casos de 2016 apontados, que totalizam R$ 1,2 milhão; e fim dos biênios, quinquenios e das progressões do mesmo período, que somam mais alguns milhões.
 
Corretivo
 
O prefeito Guti não está gostando nem um pouco de ver que alguns de seus assessores nomeados nas pastas que lidam com obras públicas, postarem nas redes sociais fotos e vídeos que trazem para si os louros das realizações promovidas pelo novo governo. Na maior cara de pau, vira e mexe aparece algum assessor fazendo uma selfie ou um clip dizendo que “graças a ele” o trabalho está sendo realizado. Em momento algum citam a Secretaria de Obras, Serviços Públicos ou Proguaru. Nem mesmo o nome de Guti é lembrado. Quem pensa que esta estratégia política dará certo, pode ir já tirando o cavalo da chuva. Já existe determinação do Executivo para que casos e ações assim sejam extintas e em caso de desobediência a exoneração não está descartada. Quem avisa, amigo é!
 

 

 

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