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Com instituição de home office, Câmara cortaria vale alimentação de servidores

Antonio Boaventura - Do GuarulhosWeb    31/01/2017 16:52

 

Com o propósito de reduzir custos nesta 17ª legislatura, que terá seu início efetivo nesta quinta-feira, 2, com a realização da 1ª sessão parlamentar deste ano, a nova gestão da Câmara Municipal pretende instituir o trabalho no formato home office para cerca de 1000 funcionários. No entanto, para que a medida se torne eficaz, a Casa de Leis irá cortar o vale alimentação dos servidores.
 
O GuarulhosWeb apurou que a proposta, antes de passar pela avaliação dos vereadores em plenário e também pelas comissões parlamentares competentes,  deverá ser analisada pelo Ministério Público Estadual (MPE), que conta em seu quadro de promotores com Nadim Mazloum, irmão de Abdo Mazloum, que exerce o cargo de secretário de Finanças na Câmara Municipal.
 
O formato proposto por Eduardo Soltur (PSD) para implementar o modelo de trabalho home office será o de seis horas trabalhadas internamente e outras duas na residência do próprio funcionário público. Entretanto, dentro da proposta não existe nenhuma forma ou maneira do colaborador justificar as horas trabalhadas em casa. O projeto não prevê redução salarial caso a adesão seja aceita.
 
Além de economizar com energia elétrica, água e outros insumos necessários para a realização das atividades profissionais, a Câmara Municipal prevê uma economia de aproximadamente R$ 4,5 milhões por ano com o corte do vale alimentação. Segundo o artigo 468 da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), não é permitido a redução ou corte de qualquer benefício que possa prejudicar o funcionário de forma direta ou indireta.
 
A reportagem procurou a Câmara Municipal, por meio de sua assessoria de imprensa, e o vereador e presidente da Casa de Leis, Eduardo Soltur (PSD), via aplicativo de mensagens, porém, não obteve qualquer respostas sobre a implantação de modelo de prestação de serviços para os quase 1000 colaboradores do Poder Legislativo.

 

 

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Comentários:

  1. Raimundo 02/02/2017 22:20

    Comissionados Não

    A melhor maneira de economisar e não contratar comissionados. Nós "POPULAÇÃO" já estamos cheios dessas histórinhas. Economia se faz gastando só o necessário, e não corrompido. Emprego público não pode se moeda de trocar.

  2. Anônimo 02/02/2017 10:12

    home office

    Seria uma forma de enganar os cidadões guarulhenses? Acredito que seja uma forma de descaracterizar funcionários fantasma, ou melhor, oficializar os fantasmas.

  3. Pedro 01/02/2017 17:26

    Está mais para oficialização de funcionários fantasmas. Farra total.

  4. Renato 01/02/2017 10:29

    Com certeza aqueles flagrados pela reportagem do SBT estarão inclusos no meio, assim eles não vão mais passar vergonha em rede nacional já que são protegidos por todos os vereadores. O do da "branquinha" poderá "trabalhar" dentro do bar, simplesmente PERFEITO.

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