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Prefeito vereador

Ernesto Zanon    03/02/2017 06:58

 

Como único vereador que saiu da Câmara direto para a Prefeitura nos últimos 30 anos em Guarulhos, Guti (PSB) não resistiu e foi matar saudades de sua última condição política na abertura dos trabalhos legislativos para apresentar seu plano de Governo. Ontem, o prefeito subiu à tribuna para abrir a sessão, dar boas vindas aos parlamentares e – o mais importante – demonstrar que o Executivo está de portas abertas para o Legislativo.
 
 
Minuto de silêncio
 
A vereadora Genilda Bernardes (PT) pediu um minuto de silêncio na Câmara Municipal em homenagem a Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, falecida ontem em São Paulo. Em seguida, fez um longo discurso para enaltecer o papel da ex-primeira dama na construção do partido, principalmente pelo fato de ser mulher. Sensivelmente emocionada, criticou manifestações de ódio que se espalharam pelas redes sociais. No final, leu um poema e deixou a tribuna em lágrimas.
 
 
Sindicalismo na veia
 
O vereador Brinquinho (ainda no PT) usou a tribuna ontem para assumir o papel de sindicalista que é. Fez um discurso em defesa em solidariedade aos aeroviários, para denunciar que a GRU Airport está promovendo a demissão de 200 profissionais. Em seguida, avançou para a área da construção civil, para acusar uma empreiteira que trabalha na construção do prédio da Fatec na região do Cecap de manter trabalho escravo no local.
 
 
Do outro lado
 
“O Celestino deixou a oposição, mas a oposição não deixou o Celestino”. Assim foi a participação do sempre polêmico vereador Geraldo Celestino (PSDB) na primeira sessão em que ele, depois de 16 anos na oposição ao PT, entrou em plenário fazendo parte da base governista. Ao se pronunciar sobre as demissões na GRU Airport, o vereador lembrou que a responsabilidade pela privatização do Aeroporto de Guarulhos foi do PT, sem se preocupar em garantir a empregabilidade dos funcionários.
 
 
No prato que comeu
 
Um dos maiores patrimônios educacionais de Guarulhos, a UNG, não está usando mais o nome da cidade em sua marca, talvez numa jogada de marketing para atrair público de outros locais onde tem campus. Ignorando história de mais de 45 anos construída no município, o novo grupo proprietário da instituição divulga na grande mídia, inclusive nas emissoras de TV, apenas o nome “esquecendo” o que significa cada uma das letras de sua sigla. Definitivamente, a universidade não é mais de Guarulhos. 

 

 

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