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Vale tudo para aparecer, no Grupo Globo

Oswaldo Coimbra    10/02/2017 17:14

 

Brasileiros imunes aos interesses incutidos na nossa população pelo poderoso Grupo Globo de mídias só recentemente vieram a conhecer Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. Isto ocorreu, em novembro último, quando os dois registraram queixa numa delegacia de Polícia do Rio de Janeiro contra a manifestação de racismo sofrida na internet pela menina negra, de 3 anos de idade, que eles adotaram  em Malawi, na África. Bruno, no Wikipédia, é identificado como um ator, de 35 anos, contratado pela TV Globo desde 2001, que integrou elencos de duas dezenas de novelas e seriados. Giovanna, diz a enciclopédia virtual, tem 31 anos, é “atriz, repórter e modelo”. Esporadicamente, trabalha naquela emissora.
 
A queixa na delegacia foi divulgada com insistência e estardalhaço pelo jornal O Globo, pelos sites G1, Extra.globo e Ego.globo, e pela própria TV Globo, no Domingão do Faustão.  Como acontece sempre que surge uma oportunidade de as Organizações Globo se autopromoverem, através dos seus contratados.
 
Bruno e Giovanna pareciam prestes a conquistar o status de amigos dos negros quando a Polícia descobriu que o comentário racista havia sido feito por outra menina. Com menos de 14 anos de idade. Igualmente negra.
 
O anticlímax suscitou a curiosidade de quem não está na esfera de influência da TV Globo sobre a criança africana e o casal que serve à emissora. Estas pessoas descobriram que a adoção havia sido amplamente exaltada pelos mesmos meios de comunicação do Grupo Globo. Já no Rio de Janeiro, a menina foi amplamente exibida. Com roupas excessivamente coloridas – dentro de uma visão ultrapassada da população da África –, óculos escuros berrantes e lenços amarrados na cabeça. Quando o vestuário real das crianças de Malawi não difere de um padrão universalmente adotado. Também o belo nome original da menina, Chissomo, ficou ocultado. Soterrado pelo apelido que seu pais adotivos lhe deram: Titi.
 
Exposta, como espetáculo, à curiosidade pública, Chissoma, esbarra num risco maior do que o da agressão pela internet. Ao qual não teve acesso, e, se teve, não pôde entender. 
 
O ambiente de espetacularização da vida privada em que ela está, hoje, fica óbvio a quem assistir a um vídeo postado no canal do Youtube de sua mãe adotiva. Nele, Giovanna e seu marido seguem script criado com um surrado recurso: o de aparentar inocência para exacerbar libidos. Numa cama, os dois, de pijamas, têm cabeças semicobertas por capuzes em formatos de cabeças de animais. Como atores infantis. Mas ela repete em voz alta, dirigindo-se a ele, perguntas ligada às intimidades físicas dos dois, enviadas por espectadoras através de seu celular. 
 
Duas delas: - Quem você “pegaria” se fosse gay? - O que você diz para sua mulher, na “Hora H” (do orgasmo)? 
 
 

 

 

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