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Sem supersalários

Ernesto Zanon    17/03/2017 09:06

 

A Câmara Municipal não pagará mais salários superiores a R$ 24 mil por mês a qualquer servidor. É o fim dos supersalários. Mas a medida não é em Guarulhos, onde o presidente Eduardo Soltur (PSD) diz que precisa economizar. Por aqui, pelo andar da carruagem, tudo seguirá como antes. A notícia se refere ao legislativo paulistano, onde 300 “marajás” tiveram os vencimentos cortados. A exemplo de gente que é mais real que o rei no alto escalão do parlamento guaru, eles levavam para casa bem mais que os salários-base.
 
 
Novas cores
A maior rede varejista de tintas do país acaba de adquirir um dos mais tradicionais estabelecimentos do ramo de Guarulhos, instalado há mais de 40 anos na avenida Paulo Faccini, esquina com rua Siqueira Campos. O negócio demonstra o potencial da cidade. Mas também coloca fim à história de mais uma empresa familiar. Aliás, não é a primeira loja do segmento, passada de pai para filho, que baixa as portas na região central.
 
Para frente
Há outros grandes empreendimentos de olho no potencial de Guarulhos, principalmente após a mudança de governo. A vinda da gigante American Airlines é um dos bons negócios que trarão emprego e renda ao município. Mas não é o único. Diversas empresas do setor imobiliário fazem uma série de prospecções com o objetivo de promover novos lançamentos na cidade. Nas próximas semanas, será inaugurado na saída 223 da Dutra um novo hipermercado de construção, bem maior que a Dicico que funcionava no mesmo local.
 
Agora é diferente
O vereador Marcelo Seminaldo (PT) criticou ontem o lançamento de um grande empreendimento imobiliário na esquina das avenidas Tiradentes e Paulo Faccini, apontando que a única medida mitigadora (compensação pelo volume de tráfego que será gerado) será a instalação de um ponto de ônibus no local. Apesar de ter razão, o discurso soa estranho, já que nos 16 anos de PT à frente da Prefeitura foram aprovados dezenas de projetos residenciais e comerciais sem compensações à altura. Não precisa ir longe. O que a obra da Igreja Universal, bem ali ao lado, devolveu ao município?
 
Criando dificuldades
Aliás, tem sido comum algumas pessoas e políticos buscarem chifre em cabeça de cavalo em Guarulhos nos últimos meses. Basta o sujeito sentir a possibilidade de que poderá vir a tirar vantagem de determinado caso para passar a fazer ameaças veladas por diferentes meios. A prática não é nova. O objetivo, no final das contas, todos sabem, é vender facilidades. O problema, no entanto, surge quando os vendedores de araque só têm fumaça a oferecer. 

 

 

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