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Sabem tudo

Ernesto Zanon    29/03/2017 06:23

 

Prestes a completar três meses à frente da Prefeitura da 2ª maior cidade de São Paulo, Guti (PSB) lida diariamente com os prós e os contras da posição conquistada nas urnas. Por ter assumido um município completamente devastado do ponto de vista administrativo, não é de se estranhar que enfrente os mais diferentes tipos de problemas. Porém, o que não falta é gente querendo ensinar “o padre nosso ao vigário”. O que tem de sabichão, gente que acredita ter a receita para resolver todos os problemas de Guarulhos, mas nunca colocaram a mão na massa, não é brincadeira. Alguns tentam explicar para o prefeito até como faz para colocar pingo em cima do i.
 
Fora do ar
Um dos poucos avanços da Câmara Municipal (sim, existem) nos últimos anos foi a divulgação das ações do Legislativo pela TV Câmara, incluindo as transmissões ao vivo das sessões, também pelo site da Casa, que garante o acesso da população sem a necessidade de ser assinante de uma TV a cabo, como a Net. No entanto, nos últimos dias, sem qualquer explicação a quem acessa o www.camaraguarulhos.sp.gov.br, a TV Câmara segue indisponível, o que limita o acesso aos trabalhos dos vereadores.
 
A farsa
Durante os anos PT, o ex-prefeito Sebastião Almeida (agora no PDT) fez muita festa em invasões de terras, anunciando a regularização das áreas, dando a entender que os problemas estariam todos resolvidos. No entanto, várias ações não passaram de perfumaria, já que – em diversos casos – a Prefeitura só intermediava a compra dos terrenos invadidos, assumindo a obrigação de realizar a infraestrutura das áreas. Como "Almeida não fez", sobrou para a atual administração assumir o ônus.  
 
Negócio da China
Na prática, tratava-se de um “negócio da China” para os antigos proprietários, que conseguiam comercializar suas terras – muitas em área de proteção ambiental - sem se preocupar com o processo natural da criação de um loteamento regularizado. Tinham até o consumidor certo, já que potenciais compradores, que assumiam dívidas a perder de vista, já estavam instalados. O custo com toda a infraestrutura, como água, esgoto, energia elétrica, arruamento, entre outras necessidades, ficava à cargo do poder público.
 
Cidade invadida
Ao verificar que esse tipo de prática é muito mais comum do que se pode imaginar, dá para entender melhor porque Guarulhos é uma cidade invadida. Aliás, o modus operandi não é novo. Aproveitar-se da “boa vontade” do poder público, utilizando-se de invasores que, na verdade não passam de massa de manobra, para obter vantagens financeiras faz parte da cultura local. O problema se tornou mais grave quando a administração municipal, principalmente nos últimos anos, apoderou-se da conduta.  

 

 

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