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Contra a corrente?

Ernesto Zanon    06/04/2017 07:05

 

Por mais impopular que possa parecer, o projeto de lei aprovado pela Câmara Federal na terça-feira que regulamenta os serviços de transportes de passageiros por aplicativos, tipo Uber, prima pela segurança dos próprios usuários. À frente desta briga, mais uma vez, está o ex-vereador guarulhense Edmilson Americano (ainda PHS), líder nacional dos taxistas, que demonstrou grande habilidade política na condução das discussões no Congresso Nacional.
 
 
Defesa dos passageiros
A “disputa” envolve diretamente o consumidor, que percebeu no bolso as vantagens de usar os serviços por aplicativo, bem mais baratos que os valores cobrados pelos taxistas brasileiros. No entanto, a partir do momento em que faltava regulamentação, os passageiros seguiam completamente vulneráveis já que, apesar dos critérios estabelecidos pelas empresas, “qualquer um” poderia se tornar um Uber na noite para o dia. Alguns casos isolados, em que criminosos apareciam na direção dos veículos, deram argumentos fortes aos defensores da regularização.
 
 
Regulamentação necessária
Americano, em suas declarações para a grande mídia, deixa claro que não é contra os serviços por aplicativos. Diferente disso, defende que haja a regulamentação, o que deve ficar a cargo das administrações municipais, que irão definir os critérios sobre quem pode atender os passageiros. Em Guarulhos, o prefeito Guti (PSB), um defensor de primeira hora do uso de novas tecnologias, já dizia durante a campanha eleitoral que havia sim a necessidade de estabelecer regras para não penalizar o consumidor.
 
 
Necessidade
A aprovação dos 1.169 cargos comissionados para atuar nas mais diferentes secretarias da Prefeitura deve ocorrer nesta quinta-feira pela Câmara Municipal. Algumas lideranças, que pouco entendem de administração pública, criticam o projeto citando que a máquina se manteve funcionando de janeiro até hoje sem esses servidores. No entanto, o que essa gente não sabe (ou não quer enxergar) é que diversos serviços ficaram comprometidos, incluindo ações de atendimento público, fora a sobrecarga de trabalho de muitos servidores, que se “viraram nos 30” para fazer as coisas acontecerem.
 
 
Sem fantasmas
Chama a atenção que vários críticos dos comissionados já se beneficiaram (e não foi pouco) das benesses do poder no passado não tão distante. Alguns, inclusive, andam latindo além da conta como forma de ameaçar e, desta forma, serem lembrados pela nova administração. Talvez, muitos ainda não entenderam que desde 1º de janeiro quem está na Prefeitura, Saae e Proguaru trabalha de verdade. Não há espaço mais para fantasmas, sejam eles lotados em cargos em comissão ou de carreira. 
 
 

 

 

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