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ESPAÇO AAPAH - Primeira Bicicletada para o Patrimônio

Por Nádia Aline dos Santos Tranches    15/04/2017 09:41

 

A primeira “Bicicletada” para o Patrimônio, ocorreu na noite do dia 13/04, marcando início dos eventos turísticos realizados pela AAPAH - Associação de Amigos do Patrimônio e Arquivo Histórico - no ano de 2017. O grande diferencial do evento foi sua realização no período noturno, visitando os pontos históricos da cidade, utilizando como meio de locomoção, as bicicletas, garantindo uma experiência única e fascinante.

No centro da cidade, o passado dá o tom. A começar pelo seu nascimento em 1560, com o aldeamento indígena (Nossa Senhora da Conceição), que nos remete à época da colonização, até o contemporâneo das novas construções, passando pela transformação da chamada “cidade progresso” no final do século XIX.

O Marco zero, a Catedral Nossa Senhora da Conceição (conhecida popularmente como Igreja Matriz), a Antiga Igreja e Cemitério da Irmandade dos Irmãos Pretos de Nossa Senhora do Rosário, o antigo Paço Municipal, a Casa “José Mauricio”, o Cemitério São João Batista, a nova Capela de Nossa Senhora dos Homens Pretos e São Benedito e a Praça Getúlio Vargas, todos retratos de uma história que muitas vezes, os guarulhenses desconhecem, mas que o passeio procurou observá-los com a missão de ampliar a percepção sobre a cidade em sua complexidade e a busca pela identidade no seu contexto histórico local.

Andar de bicicleta pelo centro é ver a história da cidade ser contada por suas construções, manifestações materiais e imateriais das transformações pelas quais nosso município passou, a partir de um novo viés, que na correria do dia a dia passa despercebido aos nossos olhos.

No fim da bicicletada, o grupo de ciclistas, juntamente com os guias, ainda participou da Procissão do Fogaréu, (primeira vez realizada no centro) fomentada pelo folclorista Bosco Maciel, que desde 2010, trouxe para a cidade essa tradição medieval vinda da Espanha e Portugal e que foi levada a Goiás pelo padre espanhol João Perestelo Espíndola’. O ritual representava a penitência e condenação pública de pecadores, e depois se transformou em uma FESTA POPULAR que lembra a prisão de Jesus Cristo.
 
Nádia Aline dos Santos Tranches é historiadora, professora da rede privada de ensino e associada da AAPAH.
 

 

 

 

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