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Comissão eleitoral da Turquia confirma plebiscito que deu mais poderes a Erdogan

Redação Guarulhosweb    19/04/2017 16:18

 


A Comissão Eleitoral da Turquia rejeitou petições entregues por três partidos políticos para anular os resultados do plebiscito constitucional do domingo, o que encerrou uma das últimas opções legais para questionar o voto popular, que ocorreu em meio a denúncias de irregularidades generalizadas.

Em breve comunicado divulgado no fim do horário comercial da quarta-feira (hora local), o Conselho Supremo Eleitoral disse que dez de seus 11 membros votaram contra as petições, enquanto um deles votou a favor da anulação. Não foram publicados mais detalhes.

A decisão era esperada, já que o diretor do órgão eleitoral havia validado os resultados da votação de domingo, na qual os eleitores foram questionados sobre emendas constitucionais para centralizar o os poderes do governo no escritório do presidente Recep Tayyip Erdogan e radicalmente alterar a democracia turca.

Desde o domingo, partidos de oposição que apoiavam o "não" no plebiscito acusaram o conselho, conhecido por suas siglas em turco YSK, de ficar indevidamente do lado do Estado durante o processo da eleição.

Os conselhos eleitorais da Turquia são administrados por juízes. Três dos 11 membros do alto conselho eleitoral e os presidentes dos 221 órgãos eleitorais locais foram retirados de seus postos e substituídos desde julho, na reação a uma tentativa de golpe no país. Cerca de um terço de todos os juízes foram afastados ou mesmo presos pelo governo no mesmo período.

A contagem não oficial do plebiscito mostrou o "sim" às mudanças com vitória por 51% a 49%, uma vantagem de 1,4 milhão de votos. A oposição diz que até 2,5 milhões de votos foram suspeitos.

O presidente do principal partido de oposição, Kemal Kilicdaroglu, disse ao Wall Street Journal na terça-feira que perdeu a fé na imparcialidade do YSK. Seu Partido do Povo Republicano foi um dos três que entraram com pedido de anulação do plebiscito. As siglas de oposição documentaram várias alegações de fraudes e intimidação pelo país. Além disso, houve críticas após o YSK validar urnas consideradas irregulares, por não estarem com um selo oficial.

Nesta quarta-feira, ocorreram protestos nas ruas contra a decisão. O premiê Binali Yildirim condenou os protestos e os políticos que convocavam essa manifestações. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

 

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