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Terremotos e poços secos

Plínio Tomaz*    12/05/2017 16:51

 

Os terremotos são bastante conhecidos, mas os sismólogos, além dos terremotos, estudam as variações de níveis de água dos lençóis freáticos.
 
Larry Mays, em seu livro Ancient Water Technologies, mostra documentos de um terremoto que aconteceu em uma cidade da Grécia em 498 a 499 d.C. em que, após o sismo, os poços de água secaram.
 
Em 2002, no condado de Essex, New York, houve um terremoto de magnitude Richter 5,0 e grande número de poços freáticos secaram.
 
Em 1998, ocorreu um terremoto no noroeste da Pennsylvania, em Pymatuning. Numa área de 130 km2, foram observados muitos danos em poços freáticos. Em alguns poços, a redução do nível de água foi 12,2m e posteriormente 16,7m. Houve redução do nível de água de até 30,48m.
 
De modo geral, as pessoas tiveram que fazer novos poços.
 
O terremoto de São Francisco, em 1906, também secou vários poços e fontes.
 
Em 2003, um terremoto de magnitude Richter 6,5, em San Simeon, na costa central da Califórnia, secou novamente vários poços. Infelizmente não se monitorou todos os poços que secaram nos Estados Unidos que afetaram as águas subterrâneas.
 
Felizmente hoje temos recursos que os povos antigos não tinham. Pode ser feito novo poço rapidamente e ser trazida água potável de uma nova rede de água de emergência, ou então ela pode ser transportada por caminhões-tanques, aviões e alternativas. Nos tempos antigos, a cidade cuja ajuda estava a mais de 100 km de distância estava praticamente perdida.
 
Engenheiro Plínio Tomaz é superintendente-adjunto do Saae Guarulhos
 

 

 

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