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Comissão de Inquérito da Quitaúna questiona secretária de Serviços Públicos

Redação Guarulhosweb    18/05/2017 18:44

 

A secretária de Serviços Públicos, Loredana Glasser, foi ouvida pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga a aquisição de aterro da Quitaúna pela Prefeitura, na manhã desta quinta-feira (18). A oitiva foi realizada na Câmara de Guarulhos e contou com a participação do diretor de Serviços Públicos Walter Abrahão Filho e dos vereadores Marcelo Seminaldo (PT), Lamé (PMDB), Moreira ((PTB), Zé Luiz (PT), Acácio Portella (PP), Toninho da Farmácia (PSD), Thiago Surfista (PRTB), Geraldo Celestino (PSDB), Wesley Casa Forte (PSB), Dr. Laércio Sandes (DEM) e Luis da Sede (PRTB).
 
A atual administração municipal interrompeu o pagamento das parcelas do terreno até que a CEI conclua as investigações. Para Loredana, a ampliação é indispensável porque a capacidade do aterro se esgotará nos próximos dois anos. O aumento permite a utilização do aterro por até 20 anos. Além disso, a legislação impede a implantação de aterros em outras regiões da cidade, por exemplo, devido à distância mínima que deve ter do aeroporto internacional.
 
Segundo o diretor Walter Abrahão, a Lei de Uso e Ocupação do Solo, no artigo 46, condiciona a ampliação à zona já existente e licenciada, contígua ao aterro em atividade. Questionados sobre o superfaturamento do terreno, os gestores se limitaram a dizer que ainda não podem fazer essa avaliação, porque as análises técnicas ainda estão em andamento. O mais importante, segundo ele, é a possibilidade do serviço custar cada vez menos e durar cada vez mais. “O binômio economia e longevidade será a meta do nosso trabalho”, afirmou.
 
O presidente da Comissão, Marcelo Seminaldo (PT), disse que ficou surpreso com o interesse da atual administração em dar continuidade à aquisição da área, pois não havia a necessidade de pagar para ter a responsabilidade de arcar com um passivo ambiental de 20 anos. “É preciso cancelar essa aquisição porque é ruim para o município, basta comprar o terreno contíguo e fazer um novo aterro”, concluiu.
 

 

 

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