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No estômago

Ernesto Zanon    25/05/2017 07:33

 

Enquanto deformadores de opinião, não muito interessados na saúde da população, só criticam – muitas vezes sem qualquer embasamento – a concessão de três importantes equipamentos médicos da cidade à iniciativa privada, a grande mídia consegue enxergar avanços. A TV Record exibiu uma grande reportagem mostrando o novo refeitório do Hospital Municipal da Criança e Adolescente, local que – até o mês passado – era pauta somente de reportagens negativas. Agora, as crianças internadas lá podem escolher os cardápios. É cedo ainda para qualquer avaliação, mas os resultados positivos já começam a aparecer. Uma coisa é certa: muitos ainda vão ter que digerir em seco. 
 
 
Representatividade? 
Os servidores públicos municipais, mais uma vez, foram levados pelo sindicato da categoria a um reajuste muito abaixo do que esperavam ou mereciam. Ao aceitar os 3,26%, o índice de inflação acumulada nos últimos 12 meses pelo Dieese, o menor de todas as medições realizadas no Brasil, o funcionalismo soma mais uma derrota significativa. Talvez não tão grande como aquelas dos anos do prefeito Eloi Pietá (PT), mas passa da hora da categoria mudar suas formas de representatividade. 
 
Pés no chão
Servidores que não dão ouvidos para o sindicato há tempos comentam nas redes sociais que o dissídio deverá ser resolvido na Justiça. Não acreditam que a administração aceite os 3,26% propostos, já que – desde o início das negociações – bate na tecla que seria impossível avançar além dos 2% ou 2,25% (sem os R$ 100 a mais). Desta forma, esperam que o movimento cresça nesta reta final de greve para mostrar que a categoria não está morta, mas têm os pés bem no chão em relação à realidade do município. 
 
Sem arrocho?
Nas esvaziadas assembleias anteriores à deflagração da greve, o Stap aprovou – em sua campanha salarial – a defesa de 20% de reajuste imediato nos salários. Óbvio que se tratou de uma proposta que jamais poderia ser levada a sério. Porém, ao levar a categoria a aprovar os 3,26% propostos pelo TRT, o presidente da entidade,Pedro Zanotti Filho, saiu com essa pérola: “O funcionalismo precisou entrar em greve para dobrar a intransigência do governo, que pretendia impor um severo arrocho salarial”.
 
Ninguém ganha
A derrota dos sindicalistas, por outro lado, não pode ser considerada como vitória da administração. O prefeito Guti (PSB), que sempre defendeu os servidores, até mais que o próprio sindicato, de forma alguma festeja a proposta formulada pelo TRT. É notório nas declarações recentes do chefe do Executivo que ele queria oferecer bem mais que os 2% inicialmente propostos ou mesmo os 3,26%, máximo que se obterá neste ano. Por mais difícil que seja compreender o sentido destes números para o funcionalismo, que realmente precisa de um reajuste maior, o que está em jogo é a saúde financeira do município, depois de 16 anos saqueado pelas gestões anteriores. 
 
O Rio não é aqui
O Rio de Janeiro virou uma praça de guerra nesta quarta-feira. Mas desta vez, não era alguma ação de bandidos ou de facções criminosas. Eram servidores públicos nas ruas, depredando prédios públicos, próximos à Assembleia Legislativa, durante votação importante para a categoria. O problema por lá é que a irresponsabilidade dos governantes, que deixaram o funcionalismo com salários atrasados, além dos aposentados. As contas não fecharam e a corda arrebentou para o lado mais fraco. 
 
Força-tarefa
A sede administrativa do Saae, no Gopoúva, se tornou o quartel general do Grupo de Trabalho Especial, criado por Guti, para resolver problemas que se arrastam por mais de duas décadas em Guarulhos e que se tornaram 97 Ações Civis Públicas propostas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. Desde terça-feira, secretários, diretores e servidores das mais diferentes pastas, incluindo o Saae e a Proguaru, ocupam uma sala do prédio, onde acontecem os trabalhos são liderados pelo coordenador da Defesa Civil, Waldir Pires. O secretário de Justiça, João Carlos Pannocchia, dá todo o suporte jurídico as 12 equipes multidisciplinares que estão indo a campo. 
 

 

 

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Comentários:

  1. WANDER FORTUNATO 25/05/2017 21:53

    Promessas vazias de campanha

    Fazer promessa vazia de campanha é fácil, o dificil é administrar a cidade, por enquanto mudaram as moscas mas o resto continua o mesmo.

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