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Eu sei

Ernesto Zanon    01/06/2017 07:39

 

Algumas semanas antes do primeiro turno das eleições municipais do ano passado uma lista com os nomes dos mais de 1.900 comissionados do ex-prefeito Sebastião Almeida (na época PT) circulou no meio político, causando mal-estar tanto para gente ligada ao governo como da oposição, além de quem – de alguma forma – se beneficiava da proximidade ao poder. Havia ali não só os servidores, mas também os nomes dos padrinhos dos cargos. Muitos, inclusive, figuravam como possíveis fantasmas já que poucas vezes foram vistos nos locais de trabalho. 
 
O que vocês fizeram 
A lista trazia políticos com mais de 100 indicados. Outros com 80, 50 e uns tantos com exatamente 10. Neste momento em que os ex-comissionados gritam para tentar receber valores referentes à rescisão, apesar de decisão judicial apontar que o atual governo não deve pagar, alguns setores voltaram a carregar a tal lista de Almeida “embaixo” dos braços. Desta forma, eles começam a questionar não só os beneficiados com as indicações, como os próprios padrinhos, cobrando um posicionamento deles. Aliás, tem vários desses que viraram as costas para seus afilhados, agindo como se fossem santos apenas para tentar – de novo – se dar bem. 
 
Na gestão passada
Até por haver entre os quase 2 mil muitos que poderiam não trabalhar para a administração, prestando serviços em negócios particulares de seus padrinhos ou como cabos eleitorais, conforme foi denunciado à época, a palavra “comissionado” passou a ser considerada sinônimo de “boa vida” e até de “fantasma”, algo que não é verdade. Desta forma não é de se estranhar que toda a balbúrdia do grupo que anda protestando não cause reflexos negativos na nova administração.  
 
IPTU menor
Durante audiência da Lei de Diretrizes Orçamentárias, o secretário da Fazenda, Peterson Ruan, afirmou que o IPTU de muitos contribuintes guarulhenses, além de não sofrerem aumento nos próximos anos, pode até ter o valor diminuído. O raciocínio é simples: como a Prefeitura promove a atualização da planta genérica de valores, que serve como base para o cálculo do imposto, existe a tendência da estagnação no preço dos imóveis, devido à própria estagnação do setor, já que o boom imobiliário já passou. 
 
Dando o exemplo
Peterson Ruan deixou claro que a economia em toda a Prefeitura começa por sua própria pasta que vem dando o exemplo, ao cortar na própria carne. Ele citou o rompimento de dois contratos, como demonstração de controle das contas. As máquinas de café consumiam “só” R$ 9 mil por mês. “Pode parecer pouco, mas vai somando a outras economias”, disse. Outro foi com a controversa empresa Millenium, alvo de grande polêmica nas gestões passadas. Também lembrou que está deixando o prédio alugado na avenida Salgado Filho para ocupar o imóvel onde funcionava o Saae, dentro do Paço Municipal. “São R$ 2 milhões por ano em economia de aluguel”. Ao todo, a Fazenda conseguirá gastar R$ 5 milhões a menos ao final de um exercício. 
 

 

 

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