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O grande ator revoltado e inquieto

Oswaldo Coimbra    09/06/2017 20:12

 

O premiado ator Robert De Niro, de 73 anos, tem mostrado publicamente, nos últimos meses, revolta e inquietação intensas com a situação política dos Estados Unidos.  Nada menos que dez contundentes manifestações dele contra o presidente Donald Trump foram reunidas numa reportagem publicada há poucos días pelo jornal español El País. 
 
Em agosto do ano passado, depois que Trump fez seu primeiro discurso como candidato escolhido pelo Partido Republicano para disputar as eleições presidenciais, De Niro classificou-o as palavras dele como “uma loucura ridícula de um candidato desequilibrado”.  Depois, o republicano, durante a campanha eleitoral, foi chamado pelo ator de “estúpido”, “cachorro”, impostor” e “arruaceiro”. De Niro acrescentou: “o idiota é uma vergonha para este país, um desastre nacional”.  
 
Pouco antes das eleições, em novembro, De Niro voltou à carga: “Temos a oportunidade de evitar que uma comédia se torne numa tragédia”.  Trump eleito, De Niro não mediu suas palavras, ao participar do programa de televisão do comediante Jimmy Kimmel: “Agora que ele é presidente, não posso bater na cara dele”.  
 
Em janeiro de 2017, foi a vez da atriz Meryl Streep mostrar mal-estar com a atuação de Trump, na cerimônia em que recebeu o prêmio Globo de Ouro, em Los Angeles. Após ouvi-la, De Niro escreveu-lhe: “Compartilho de sua indignação e de seus sentimentos”. Ainda neste mês, houve a posse de Trump. De Niro, através do programa Today Show, da Rede NBC, convidou os norte-americanos a  boicotarem a cerimônia,. 
 
Em fevereiro, em outra rede de televisão, a ABC, ele confessou: “É claro que ainda quero dar um soco em Trump”. Completando: “Embora isto seja apenas simbólico, ele tem de ouvir coisas assim!”. 
 
No começo de maio, De Niro estava inquieto com a política de imigração de Trump. No dia 8, ele recebeu o Prêmio Chaplin, criado pela Sociedade Cinematográfica do Lincoln Center. E disse: “Todos nós - diretores, atores, roteiristas e espectadores do cinema - ficamos em dívida com Charlie Chaplin, um imigrante. Espero que não estejamos fechando a porta para outro Chaplin”. Na mesma semana, ele chamou Trump de “mesquinho” porque  verbas destinadas às artes e à cultura, áreas onde atuam muitos opositores, foram cortadas.
 
No último dia 28, o ator recebeu o Grau Honorário em Belas Artes, da Brown University, de New York. Diante de estudantes, ele disse: “Quando comecei a faculdade, nosso país era um inspirador e edificante drama. Agora que vocês estão se formando, tornou-se uma comédia trágica e estúpida”. 
 
    
 

 

 

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