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Parar ou não parar?

Ernesto Zanon    28/06/2017 07:24

 

A greve geral convocada pelas centrais sindicais para a próxima sexta-feira, contra as reformas trabalhista e previdenciária, mais uma vez, apostará na paralisação de sistemas de transporte público nas grandes cidades para obter algum sucesso. Apesar de haver motivos de sobra para que a população se manifeste, o movimento não tem nada de espontâneo, já que serve a interesses partidários que se escondem atrás de CUT, Força Sindical e outros grupos sindicais organizados. Em São Paulo, os metroviários já sinalizaram que podem cruzar os braços. Em Guarulhos, os condutores ainda não sabem o que irão fazer. 
 
Eis a questão
Na verdade, o presidente do Sincoverg, vereador Maurício Brinquinho (PT), está entre a cruz e a espada. Levar os condutores à greve sempre foi fácil para ele, já que nos últimos anos sempre manteve total controle sobre a vontade da categoria. Em nível municipal, ele sabe que comandar uma paralisação que vai contra os interesses da maioria da população é bastante ruim para a imagem política e para os acordos que firmou na cidade. Porém, como sindicalista ligado à CUT, a veia ferve e o induz a defender a tal greve geral. 
 
Fica a dica
Para a população, que pode aderir ou não à greve geral por iniciativa própria, o melhor seria ter informações prévias sobre o que os condutores de Guarulhos pretendem fazer. Ninguém gosta ou merece ser pego de surpresa na manhã da sexta-feira, quando vai para a rua. Um pouco de respeito seria fundamental para que o trabalhador não acorde sem saber se o ônibus vai passar ou não. Um pouco de organização e planejamento deveria fazer parte deste tipo de movimento. 
 
 
Peroba nele
O vereador Edmilson Souza (PT), que foi secretário do ex-prefeito Sebastião Almeida (agora PDT),extrapolou qualquer nível de razoabilidade ao usar a tribuna da Casa para reclamar dos atrasos na entrega do Trevo de Bonsucesso nesta terça-feira Tem que usar muito óleo de peroba um sujeito que esteve no governo por tanto tempo, que se beneficiou do projeto de poder do partido, que comungou de tudo o que aconteceu nos piores anos da história de Guarulhos, fingir que não tem – ao lado de seus pares – responsabilidade alguma pela obra, que ele ajudou a dizer que seria entregue em 2016. 
 
 
Fala só o que interessa
Impossível para um sujeito tão bem informado como é Edmilson Souza alegar ignorância em relação às verdades que envolvem o Trevo de Bonsucesso. Como autêntico petista que é, sempre apareceu ao lado daqueles que enganaram a população para obter votos.  Seis meses depois de sair do poder, ele prefere não dizer que se tratou de mais uma promessa eleitoral não cumprida por seus pares. Ignora também que seu 1º padrinho político, o também petista Elói Pieta, gastou uma fortuna para fazer um trevo com prazo de validade vencida, inaugurado em 2014 como obra eleitoreira, da qual ele próprio se beneficiou. 
 
Mea culpa
Jogar pedras é fácil. Mas até para fazer isso precisaria ser mais competente. Ao negar a história recente de Guarulhos, Edmilson Souza, assim como seus colegas de bancada, menospreza a inteligência dos guarulhenses. Talvez nivele todos àqueles que ainda votaram nele no ano passado. Antes de atribuir as responsabilidades ao atual governo, ele deveria ter a sensatez (seria pedir muito?) de elencar tudo de errado que foi feito pelos dois prefeitos petistas em quatro mandatos e todo dinheiro gasto e fazer um mea culpa. Assim, não passaria por um canastrão, coisa que – até que provem o contrário -  Edmilson não é. Fazer um mea culpa nesta altura do campeonato seria digno, porém um suicídio político. 
 
Academia
O secretário da SDCETI, Rodrigo Barros, foi o escalado da vez para representar o prefeito Guti (PSB) em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, nesta terça-feira. Na ocasião, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou parcerias ligadas à pasta da Saúde com diversos municípios do Estado. Diferente dos tempos de PT na Prefeitura, desta vez Guarulhos foi beneficiada com a vinda de uma academia ao ar livre, que será bancada com recursos estaduais. 
 

 

 

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