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Feira da Diversidade leva mais de mil pessoas à praça Getúlio Vargas

Redação Guarulhosweb    10/07/2017 16:31

 

Alegria, descontração e conscientização marcaram a Feira Cultural da Diversidade 2017, promovida pela Secretaria de Assuntos Difusos e da Subsecretaria de Políticas da Diversidade, no último sábado (8). De acordo com a organização, mais de mil pessoas estiveram na Praça Getúlio Vargas, para prestigiar o evento que faz parte da programação do Mês do Orgulho LGBT em Guarulhos.
 
O vice-prefeito e secretário da Secel - Secretaria de Educação, Cultura, Esportes e Lazer Alexandre Zeitune, também participou da Feira da Diversidade e destacou a atitude política da atual administração de reunir setores da sociedade, com os quais existem dívidas históricas. “A Secretaria de Assuntos Difusos tem como norte a busca pela igualdade de direitos e na vitória sobre as diversas formas de discriminação. A praça Getúlio Vargas, local de grandes festas, é hoje o espaço reservado à luta contra o preconceito”, disse.
 
O secretário de Assuntos Difusos, Lameh Smeili, ressaltou a valorização  da  informação e do respeito às diferenças entre as pessoas. “Nós não podemos julgar alguém sem conhecer a sua história. O Estado brasileiro é laico (do grego laikós, significa ‘do povo’), por isso nós devemos aceitar os outros na mesma medida em que nós desejamos ser aceitos em nossas diversas opções na vida”, afirmou.
 
Ana Marques, subsecretária de Políticas da Diversidade, agradeceu aos funcionários e aos mais de 100 voluntários participantes do evento. “Todos que atuam hoje estão contribuindo imensamente para a quebra do preconceito e da vitória plena sobre a homofobia - que precisa acabar em nossa sociedade. Com amor fraterno, tudo será bem encaminhado”, concluiu.
 
Profissionais da Secretaria de Saúde atuaram no evento, realizando o total de 122 testes rápidos para sífilis e HIV, sendo que houve três resultados positivos para sífilis e um para HIV. Todos que procuraram os serviços obtiveram orientações sobre as formas de prevenção e o tratamento das doenças
 
Não ao preconceito
Com várias atrações, a Feira da Diversidade teve a participação de dezenas de expositores,  entre eles, Ong’s, igrejas inclusivas, escritores com livros voltados à temática LGBT, roupas e acessórios, Comissão da Diversidade da Ordem dos Advogados do Brasil, apresentações artísticas e de food trucks (alimentação).
 
Para o fundador do projeto Luh na Minha Casa, que presta atendimento social e psicológico, Celso Marinacci, “o trabalho nessa área é um exercício diário de persistência para a quebra de barreiras e do preconceito”. Na mesma linha, o artista Lucas Pádua (drag queen Luna) disse que o preconceito na Grande São Paulo está diminuindo, “mas ainda está longe do ideal”.
 
Sandra Moraes, da igreja Mórmons LGBT, disse ter superado a discriminação dos outros quando começou a se aceitar. “Metade do preconceito estava dentro de mim; ao assumir as minhas opções, o mundo pareceu me tratar com mais respeito”, disse.
 
Artes e dança       
Durante a Feira, houve diversas apresentações artísticas, como dança de salão, peça teatral, zumba, sertanejo universitário, artes marciais, shows de drags e performances. Por volta das 17h, pouco antes da Cerimônia Oficial, a professora Vanessa Pinheiro subiu ao palco e incentivou os presentes a dançarem com alegria.  O público respondeu prontamente, movimentando-se com absoluta descontração. Não existia o compromisso de acertar o passo, mas pairava no ar a convicção de que –  respeitadas as diferenças -, nós somos todos iguais.
 

 

 

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