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Ocupação das praças

Ernesto Zanon    25/07/2017 23:52

 

O uso de praças públicas para a realização de eventos sempre foi cercado de polêmicas, principalmente depois que as últimas gestões petistas da Prefeitura simplesmente liberavam os espaços para quem quisesse sem exigir nada em troca. Eram verdadeiras terras de ninguém, onde os promotores vendiam o que queriam, não cuidavam do trânsito no entorno e largavam lixo para todo lado, além de manter o som nas alturas sem qualquer preocupação com a população. Moradores sempre ficaram com o ônus de ter de aguentar tudo, sem ter a quem reclamar. 
 
Ordem na casa 
Neste ano, a praça Gilberto Van Mills, a conhecida praça das Pedras, no Macedo, um dos palcos bastante usados para os mais diferentes tipos de eventos, vivenciou três situações diferentes, mas que demonstraram a presença do poder público. No primeiro, uma festa de música eletrônica foi interrompida assim que fiscais da SDU, STT e GCM chegaram ao local, que se encontrava lotado, e encontraram – entre tantas irregularidades - “roubo” de energia elétrica, consumo de drogas e até prática de sexo por menores de idade.  A farra foi interrompida imediatamente. 
 
Só com licença 
Um segundo evento, uma feira de alimentação, organizada por uma associação de  “food trucks”, deixou de ser realizada quando toda a estrutura já estava montada, assim que a SDU constatou que os promotores – acostumados com o “deus dará” da gestão passada – não tinham providenciado a licença. Por mais que o evento já tivesse sido agendado e uma dezena de comerciantes estivesse a postos, a festa pronta para começar acabou cancelada. E ficou evidente que a cidade agora tem ordem. 
 
Exemplo de organização
Para confirmar essa mudança de práticas, no mesmo local, a tradicional festa julina promovida pela ex-vereadora Verinha, agora subsecretária de Políticas para a Mulher, neste ano foi um verdadeiro exemplo de organização, que deve servir como parâmetro para quem pretende realizar eventos em espaços públicos. A STT promoveu o isolamento da praça com cavaletes e faixas para impedir o estacionamento em locais proibidos, evitando prejuízos ao trânsito. Um gerador de energia elétrica foi usado para alimentar o palco. Houve a presença da GCM em rondas, além da limpeza que incluiu a instalação de banheiros químicos e varrição. Nesta segunda-feira, a praça foi devolvida à população limpinha.  
 
Problema extra
Único ponto negativo, que foge a ação dos organizadores e pode ser considerado como um problema maior, foi a presença de jovens e adolescentes, muitos menores de idade, consumindo bebida alcoólica, levada de fora do evento para a praça. Talvez a presença do Juizado de Menores, com uma ação efetiva dos conselhos tutelares, seja necessária para evitar a prática, que se tornou uma verdadeira doença de nossa sociedade. Por mais que muitos pais não queiram enxergar, impossível tapar os olhos para esse tipo de coisa. 
 
Energias renovadas 
Pela primeira vez desde que tomou posse como prefeito de Guarulhos, Guti deu um tempo e saiu de cena neste final de semana, seguindo para lugar desconhecido até por assessores e secretários muito próximos. O chefe do Executivo, que adotou o estilo “de segunda a segunda, no ar 24 horas por dia” deve ter aproveitado o breve descanso para se recompor física e mentalmente. Renovar as energias torna-se fundamental para seguir adiante. 
 
Até o osso acaba
Prestes a completar duas décadas no comando do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, o trabalhador José Pereira dos Santos assumiu mais um mandato como presidente da entidade que poderia muito bem ser chamada de sua. Porém, esta pode ser a última gestão dele, já que – se o movimento sindical não conseguir rever o fim da obrigatoriedade do imposto sindical – o negócio pode deixar de ser lucrativo. 
 

 

 

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