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Novo diretor de Fiscalização do BC fez carreira na área e tem perfil técnico

Fabrício de Castro    11/08/2017 13:11

 


O novo diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, é funcionário de carreira da instituição e sempre atuou na área que passa a comandar. Em mais de 19 anos no BC, ele exerceu diferentes funções em departamentos ligados à Diretoria de Fiscalização. Bacharel em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), seu perfil é técnico.

Entre fevereiro de 1998 e novembro de 2005, atuou como inspetor do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) da Diretoria de Fiscalização. Depois, entre novembro de 2005 e maio de 2009, foi supervisor na mesma área. Na sequência, ocupou a função de gerente técnico (de maio de 2009 a julho de 2011) e de chefe de divisão (de julho de 2011 a julho de 2012).

No período de julho de 2012 a abril de 2013, Souza foi consultor do Departamento de Gestão Estratégica, Integração e Suporte da Fiscalização (Degef), também ligado à Diretoria de Fiscalização. Na sequência, foi chefe deste departamento (de abril de 2013 a agosto de 2015). Desde então, Souza vem ocupando o cargo de chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup).

Souza tem também no currículo um MBA Executivo na área de Risco, pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), da Universidade de São Paulo (USP).

Indicado oficialmente nesta sexta-feira, 11, pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, para ocupar a Diretoria de Fiscalização, Souza ainda precisará ter seu nome aprovado pelo Senado.

Anthero

Souza vai substituir Anthero de Moraes Meirelles, que deixa a Diretoria Colegiada do BC a pedido, após dez anos. Era um dos diretores mais antigos do BC. Anthero ocupou as diretorias de Administração (2007 a 2011), Regulação (fevereiro a abril de 2015) e Fiscalização (2011 a 2017).

Durante sua trajetória, foi o diretor responsável pelo Voto nº 168 da Diretoria Colegiada, que aprovou em 2010 a venda de parte do banco Panamericano para a CaixaPar. A transação é alvo da Justiça até hoje e Anthero teve, inclusive, seus sigilos fiscal e bancário quebrados pela Operação Conclave em abril deste ano.

De Belo Horizonte, Anthero vinha demonstrando o desejo de sair da diretoria após tantos anos. Funcionário de carreira, ele deixa a Diretoria Colegiada, mas permanece ligado à instituição.

 

 

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