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E-mails reforçam versão de advogada russa sobre reunião na Trump Tower

Estadão Conteúdo    09/10/2017 23:19

 


E-mails recentemente divulgados lançam luz sobre o período que antecedeu a reunião de junho de 2016 na Trump Tower entre um advogado russo vinculado ao Kremlin e principais assessores da campanha de Donald Trump.

A nova informação parece reforçar a posição da advogada Natalia Veselnitskaya de que ela queria que a reunião para discutir a derrubada do Magnitsky Act, uma lei dos Estados Unidos que visa abusos dos direitos humanos russos. Veselnitskaya havia dito anteriormente que a reunião não foi organizada para fornecer informações prejudiciais sobre a oponente democrata, Hillary Clinton.

A reunião tornou-se um ponto de discussão em meados deste ano, quando o filho mais velho do presidente, Donald Trump Jr., divulgou e-mails mostrando que lhe disseram que o propósito da reunião era que o governo russo fornecesse informações supostamente incriminadoras sobre Hillary.

Scott Balber, advogado do bilionário azerbaijano-russo Aras Agalarov, forneceu nesta segunda-feira e-mails do período que antecedeu a reunião, que o empresário ajudou a organizar com Veselnitskaya. Em uma entrevista, ele também ofereceu mais informações que, juntamente com os e-mails, apoiaram a versão de Veselnitskaya de que a reunião não era sobre Hillary.

Veselnitskaya realizou uma campanha prolongada contra o Magnitsky Act. Como parte desse esforço, ela entrou em contato com autoridades russas, segundo depoimento no começo do ano. Ela não respondeu a um pedido de comentário nesta segunda-feira.

Em outubro de 2015, segundo Balber, Veselnitskaya compartilhou informações sobre sua campanha anti-Magnitsky com o Procurador-Geral Yuri Chaika, alto funcionário nomeado pelo Kremlin. Em maio de 2016, menos de duas semanas antes da reunião na Trump Tower, a advogada também forneceu a Agalarov um conjunto de pontos de discussão de cinco páginas que incluiu a mesma informação que ela deu a Chaika.

Hillary

De acordo com Balber, nas informações compartilhadas com Agalarov e Chaika, havia uma unida referência à ex-senador Hillary Clinton. Veselnitskaya alegou que uma empresa dos EUA, a Ziff Brothers Investments, havia burlado impostos na Rússia e depois doado aos democratas, inclusive possivelmente à candidata.

Enquanto procurador, Chaika divulgou uma declaração em meados de 2016, alegando que a Ziff Brothers Investments de evadir impostos na Rússia. A empresa não foi cobrada e recusou-se a comentar as alegações.

De acordo com Donald Trump Jr., a reunião foi desapontadora. Em julho deste ano, depois que os informações da reunião surgiram pela primeira vez, ele disse que Veselnitskaya "afirmou que ela tinha informações de que indivíduos ligados à Rússia estavam financiando o Comitê Nacional Democrata e apoiando Clinton", mas "rapidamente ficou claro que ela não tinha nenhuma informação significativa". Quando Veselnitskaya levantou a questão do Magnitsky Act, o filho do presidente disse que interrompeu a reunião.

Depois disso, a reunião passou a ser avaliada pelo conselheiro especial Robert Mueller, responsável pelo caso, como parte da investigação sobre a suposta interferência de altos funcionários da Rússia na eleição de 2016. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

 

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