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Delator cobra solução para crise entre COB e entidade dos desportos no gelo

Jamil Chade    18/10/2017 08:19

 


Eric Maleson, o dirigente que revelou à Justiça francesa as denúncias sobre a suposta compra de votos por parte do Rio-2016, cobra a nova administração do Comitê Olímpico do Brasil (COB) por uma solução para a crise entre sua entidade, a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), e o COB.

Maleson, que atualmente vive nos Estados Unidos, afirma ter sido alvo de uma campanha por parte de Nuzman para o afastar, depois que o dirigente passou a questionar o então presidente do COB e votar contra sua reeleição.

Em uma carta enviada nesta semana ao novo presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira, ele solicita "cooperação" na "correção de ações criminosas praticadas pelo ex-presidente Nuzman, que trouxeram grande prejuízo a CBDG".

Maleson revela que, ainda em 2012, pediu uma intervenção do Comitê Olímpico Internacional (COI), que o sugeriu chegar a um acordo "amigável com o COB". "Infelizmente, esse acordo não foi possível na época devido ao "modus operandis" do Sr. Nuzman", diz a carta.

"Nunca uma entidade foi tao covardemente atacada como a CBDG. As ações do Sr. Nuzman foram de uma perversidade indescritível, disse. "Invadiram nossa sede, convidaram um atleta do Atletismo (Edson Bindilatti) para entrar com um processo fraudulento e de má fé com o objetivo de afastar o seu único opositor", alega.

A carta é acompanhada por documentos que a Comissão de Atletas enviou pedindo ao COB a liberação de verbas, apontando que não existiam irregularidades. Os documentos também incluem uma declaração da atleta Fabiana Santos, que foi convidada por Edson Bindilatti para que entrasse junto com ele no processo. Ela se recusou.

Maleson aponta que, em 2012, foi o único presidente de confederações a votar contra Nuzman em uma de suas reeleições. "Agora, cinco anos passados, eu retorno à presidência do COB, mais uma vez, para pedir a correção de todas as ações destrutivas que foram realizadas contra mim e a CBDG", disse.

A carta ainda termina com uma pergunta a Teixeira: "Podemos contar com a sua presidência no sentido de resolvermos esse assunto dentro dos Valores Olímpicos que pregamos?".

 

 

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