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Bolsas de NY renovam recordes, apoiadas por IBM e bancos

Victor Rezende    18/10/2017 18:51

 


Os mercados acionários americanos fecharam em alta nesta quarta-feira, 18, com os três principais índices registrando novas máximas históricas. O Dow Jones encerrou acima da marca psicologicamente importante dos 23 mil pontos pela primeira vez, impulsionado pela disparada das ações da International Business Machines (IBM), após divulgação de balanço. Instituições financeiras também colaboraram, apoiadas por comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,70%, aos 23.157,60 pontos; o S&P 500 avançou 0,07%, aos 2.561,26 pontos; e o Nasdaq ganhou 0,01%, aos 6.624,22 pontos.

Com alta de 17% neste ano e 51 recordes nas costas, o índice Dow Jones fechou acima dos 23 mil pontos pela primeira vez, apesar de preocupações de que os preços das ações estão muito altos. Mais cedo no ano, o índice de blue-chips já havia ultrapassado as marcas importantes dos 21 mil e dos 22 mil pontos.

O robusto lucro das empresas nos EUA e em outros países tem apoiado um bull market neste ano. Todas as 45 economias da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) devem registrar crescimento neste ano pela primeira vez em uma década e, com isso, analistas e investidores apontam que as condições estão favoráveis para que as ações continuem a subir. "Finalmente, temos tudo confluindo imediatamente para isso", afirmou o estrategista sênior de mercados da LPL Financial, Ryan Detrick. "O que vimos neste ano é realmente um ressurgimento global."

Nesta quarta-feira, os papéis da IBM saltaram 8,86% após a empresa ter superado as expectativas de Wall Street de lucro e receita no terceiro trimestre. Os ganhos em suas divisões de hardware e inteligência artificial incentivaram os investidores, apesar de lucro e receita terem registrado queda. Com isso, as ações da IBM tiveram seu melhor desempenho diário desde 2009, somando mais de 90 pontos ao Dow Jones. A Boeing também contribuiu para os ganhos, com alta de 0,55%.

De acordo com a FactSet, a temporada de balanços do terceiro trimestre está registrando um forte começo. Das empresas do S&P 500 que reportaram os resultados do período entre julho e setembro, mais de 80% superaram as expectativas dos analistas. Nos últimos cinco anos, a média de superação das previsões foi de 69% no período.

As expectativas para a reforma tributária prometida por Trump também deram impulso a Wall Street nas sessões recentes, de acordo com alguns analistas. O diretor de estratégia macro da INTL FCStone, Vincent Deluard, afirmou que recomendou a compra de ações de pequenas empresas desde o fim de agosto, já que essas companhias seriam as mais beneficiadas pelo corte de impostos planejado pelo presidente americano, embora reconheça que os republicanos podem enfrentar obstáculos na aprovação da proposta. "Ainda assim, acho que eles farão algo", disse.

O setor financeiro esteve entre os segmentos de melhor desempenho do dia, impulsionado por papéis de bancos, que informaram fortes ganhos, apesar da desaceleração na receita. Além disso, comentários de Trump de que a proposta de reforma tributária encontra apoio também entre democratas fizeram com que as instituições financeiras fossem procuradas pelos investidores: o Goldman Sachs subiu 2,52%, o Citigroup avançou 1,29% e o Morgan Stanley teve alta de 2,10%. (Com informações da Dow Jones Newswires)

 

 

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