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Feira aérea abre sem presença da Qatar Airways e em meio a tensão no Golfo

AE    12/11/2017 12:53

 


A feira bienal Dubai Air Show começou neste domingo com as maiores empresas de defesa do mundo promovendo seus aviões de combate, drones, veículos blindados e mísseis em meio em um cenário de aumento das tensões entre a Arábia Saudita e Irã. As companhias aéreas também estão participando, mas uma das maiores operadoras de longa distância da região, a Qatar Airways, está ausente este ano em meio a disputas diplomáticas entre o Qatar e quatro nações árabes.

A disputa está agora em seu quinto mês sem resolução à vista. A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Egito e o Bahrein cortaram os laços com o Catar em junho por causa da sua relação com o Irã e do seu apoio a grupos islâmicos, acusando o país de apoiar extremistas, acusação que Qatar nega. O quarteto árabe cortou voos diretos para o Qatar e fechou seu espaço aéreo para aeronaves do país.

No início da feira do setor aéreo, a Emirates revelou novas suítes privadas de primeira classe de última geração, mas o presidente da Emirates, Tim Clark, não revelou o quanto custará um bilhete no espaço, de 3,7 metros quadrados. As suítes privadas estarão disponíveis no Boeing 777 da companhia aérea. A Qatar Airways anteriormente desempenhava um papel importante no Dubai Air Show, reservando um grande pavilhão e exibindo as suas mais modernas aeronaves para os visitantes.

As tensões regionais aumentaram ainda mais desde que o primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, anunciou sua renúncia na semana passada em um vídeo pré-gravado em uma estação de televisão saudita na Arábia Saudita. A renúncia foi uma surpresa e levantou questões sobre se o reino teria forçado Hariri a renunciar para destruir o governo e pressionar o Hezbollah, apoiado pelo Irã.

A Arábia Saudita também apertou seu bloqueio no Iêmen depois que os rebeldes aliados ao Irã lançaram um míssil em Riad, capital saudita, na semana passada. A guerra liderada pelos sauditas no Iêmen, que começou em março de 2015, matou pelo menos 10 mil civis. As Nações Unidas e grupos de ajuda alertam que o bloqueio poderia aproximar milhões de pessoas da "fome e morte". Fonte: Associated Press.

 

 

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