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Ideologia de gênero esquenta debate na Câmara Municipal

Karla Maria - Do GuarulhosWeb    14/11/2017 18:58

 

Em discussão calorosa, os vereadores Pastor Anistaldo (PSC) e Genilda (PT) travaram uma batalha sobre ideologia de gênero nesta terça-feira, 14, durante sessão da Câmara Municipal. Da tribuna, o pastor questionou o artigo 14 do projeto de lei 5629/2017, que dispõe sobre o Plano Municipal de Educação da Cidade entre 2017 e 2024 e está em fase de discussão e deliberação na Casa. 
 
O vereador questiona o uso de palavras como diversidade e orientação sexual no texto, o que, segundo ele, daria liberdade aos professores de aplicarem “uma ideologia de gênero” aos alunos. “Eles querem deixar livre dentro das escolas para que os professores orientem sexualmente as crianças. Imaginem o absurdo, porque nós não sabemos a ideologia na cabeça dos professores”, disse Anistaldo.
 
O pastor se vangloriou de ter “um filho que nasceu homem e que continua homem graças a Deus”. Afirmou ter a garantia do prefeito Guti (PSB) de que a ideologia de gênero não será tema do Plano Municipal de Educação. E já não é, tanto que o capítulo que tratava mais especificamente do assunto foi retirado em discussões anteriores pelos vereadores. Anistaldo é pastor da igreja evangélica há 15 anos e bacharel em Teologia e Gestão Pública. 
 
Contrária à posição do Pastor Anilstaldo, a vereadora Genilda, que é pedagoga pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), rebateu. “Ele entende que se as palavras diversidade e orientação sexual estiverem no Plano Municipal de Educação significa que o professor vai ensinar coisas que não deve. Ora, isso é subestimar demais a categoria dos professores”.
 
Para a vereadora, a ação do pastor subestima e julga negativamente o professor que defende a discussão de gênero na escola, a partir justamente de um desconhecimento do conceito do que é discussão de gênero. “A escola é um reflexo da sociedade e querer privá-la da diversidade que existe na sociedade é um erro. Temos que convier com esta diversidade, mesmo que eu discorde. Não podemos impor o desejo de uma religião, que não é o desejo de todo mundo”, avaliou a parlamentar.
 
 
 
 

 

 

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Comentários:

  1. Anônimo 15/11/2017 17:26

    Barraco desnecessário.

    O vereador Anistaldo tem razão, não compete ao professor falar sobre o assunto. Sabemos que temos professores excelentes, comprometidos, mas também temos que lembrar que temos professores que querem dominar o.mundo, através de suas ideologias políticas, resumindo, tem também professor tranqueira.

  2. Robson 15/11/2017 13:45

    Fezes

    Genilda, PT, vai para a privada, lá é o seu lugar!

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