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Governo dos EUA é criticado por propor corte após gastos com emergências

Redação Guarulhosweb    18/11/2017 12:17

 


Legisladores de ambos os partidos norte-americanos criticaram a Casa Branca ao considerar que o recente pedido de verba para assistência em desastres está aquém do que é necessário para recuperar as áreas devastadas por tempestades. Em seu pedido de verbas na sexta-feira, o terceiro até o momento, a Casa Branca requisitou US$ 44 bilhões e sugeriu um corte de gastos de US$ 59 bilhões em gastos federais para compensar.

O diretor de Orçamento, Mick Mulvaney, afirmou em uma carta a líderes do Congresso que a Casa Branca iria requisitar mais verbas no futuro para ajudar Porto Rico e as Ilhas Virgens Americanas a se recuperarem do furacão Maria, mas acrescentou que é preciso mais tempo para avaliar os danos nessas localidades.

O Congresso já aprovou quase US$ 52 bilhões em ajuda, disse Mulvaney, e a administração acredita que é "prudente compensar os novos gastos". A proposta é trabalhar com legisladores para encontrar a melhor forma de fazer os cortes.

Os dois maiores montantes de ajuda para vítimas de desastre no pedido enviado ao Congresso na sexta-feira são US$ 25 bilhões para a Agência Federal de Gestão de Emergências e US$ 12 bilhões para projetos para mitigar enchentes.

Mesmo antes de a Casa Branca oficialmente enviar seu pedido, republicanos do Texas criticaram a quantia, considerando-a insuficiente. Em uma audiência na quinta-feira, o senador John Cornyn chamou o pedido de "inteiramente equivocado". O governador do Texas Greg Abbott havia requisitado US$ 61 bilhões em assistência.

Democratas afirmam que o pedido da Casa Branca atinge o que seria necessário, particularmente para Porto Rico, que tem lutado para se reconstruir. Porto Rico pede ao Congresso US$ 94,4 bilhões.

"Esse pedido não chega perto do que as autoridades locais dizem que precisam", afirmou a deputada Nita Lowey, de Nova York.

Democratas também contestam a proposta do governo de cortar gastos federais para compensar os valores alocados em assistência a emergências. A proposta de cortes inclui US$ 1 bilhão em financiamento de rodovias e US$ 44 bilhões em extensão de limites de gastos obrigatórios por dois anos adicionais em gastos não-militares.

Legisladores optaram no passado por estender os limites de gastos no futuro, enquanto repetidamente votavam para elevar os gastos no curto prazo. Líderes do Congresso estão no momento em discussões com a Casa Branca sobre elevar os limites de gastos para o resto do ano fiscal de 2018.

A proposta da Casa Branca para ofuscar a terceira etapa de verbas para ajuda a desastres deve incendiar um debate. Republicanos têm pressionado por cortes em despesas em outras áreas de forma que a verba para emergências não aumente o déficit federal. No entanto, os dois últimos montantes aprovados no Congresso para ajuda não foram compensados.

Mark Walker, líder de um comitê de cerca de 150 Republicanos da Câmara dos Deputados, levantou preocupações a respeito do mais recente montante de ajuda afetar o déficit.

Democratas tradicionalmente argumentam que gastos para emergências não devem ser compensados. Eles criticam os Republicanos por proporem cortes enquanto estão trabalhando para passar uma mudança tributária que poderia adicionar US$ 1,5 trilhões em déficit nos próximos 10 anos. A reforma tributária passou na Câmara na quinta-feira e deve ser debatida no Senado ao final do mês.

Com a mudança tributária aumentando o déficit, "é irritante que o governo peça compensação em troca de ajudar os americanos a reconstruir suas vidas", disse Lowey. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

 

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