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Airto Moreira, que deixou o País nos anos 60, retorna com disco novo e shows

Julio Maria    21/11/2017 07:00

 


Cinquenta anos depois de começar sua carreira fora do Brasil, o percussionista Airto Moreira, um dos nomes mais reverenciados no jazz do mundo, eleito por publicações especializadas como um dos representantes mais relevantes em seu instrumento, vem ao Brasil para lançar seu primeiro disco gravado no País. Aluê, com oito temas entre regravações e inéditas, é um marco em sua trajetória.

O lançamento será registrado por quatro shows no Sesc 24 de Maio, entre 7 e 10 de dezembro. Já estão confirmados também concertos no Blue Note do Rio de Janeiro, dia 17, e nos Sescs Ribeirão Preto (dia 15) e Registro (17).

Airto conta que seu nome é sempre lembrado para projetos de revivals. "Por esses dias mesmo virá aqui em casa uma equipe de TV que está fazendo um especial sobre Miles Davis, eles querem que eu conte minhas experiências nos dois anos em que toquei com ele". Sua lista é das mais impressionantes. Além de Miles, inclui Herbie Hancock, Wayne Shorter, Jaco Pastorius, Dizzy Gillespie, Cannonball Adderley e outros.

"Muitos me convidam para fazer projetos musicais com a obra de Miles, mas como eu vou aceitar tocar com alguém que não fará aquela música tão bem quanto Miles?"

Ao contrário de conversas de bastidores que sopravam uma provável mudança de Airto Moreira para o Brasil, ele descarta. "Meu plano para o Brasil são esses shows. Já tive um sonho de voltar, queria comprar uma casa na Serra do Mar, perto de Curitiba." Um amigo que acompanhava sua movimentação, no entanto, implodiu seu projeto com três perguntas. 1.) "Você acha que vai ser bem recebido aqui no Brasil, como é aí nos Estados Unidos". Sua resposta: "Isso não é o mais importante." 2.) Você acha que vai ter lugares no Brasil para tocar sua música como tem aí nos Estados Unidos? Resposta: "Ah, isso a gente dá um jeito." E a terceira, e indefensável: "Quantos amigos de verdade você tem aqui?" Resposta: "Nenhum." Airto Moreira decidiu não voltar mais para morar no Brasil.


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

 

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