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Com quem será?

Ernesto Zanon    05/12/2017 07:05

 

A corrida pela sucessão ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) já começou há bastante tempo, porém – a dez meses do primeiro turno – difícil imaginar ou prever quem vai chegar lá em condições de vencer. Tirando o nome do prefeito paulistano João Dória, que ainda sonha em disputar o Planalto, os tucanos não têm nenhum nome forte para se manter no comando do Estado. Complicado imaginar que o ex-governador José Serra ainda possa ter chances, depois de estar citado em investigações da Lava Jato. 
 
Correndo por dentro
Estão no páreo para obter o apoio de Alckmin o atual vice Márcio França, que comanda o PSB do prefeito guarulhense Guti, e o secretário de Habitação, Rodrigo Garcia, do também governista DEM. Ambos tentam se apresentar como a melhor alternativa à falta de um nome forte dentro do PSDB. Porém, o vice-governador tem um grande trunfo. Com baixa rejeição a seu nome, devido exatamente ao fato de ser pouco conhecido no Estado, ele deverá assumir o cargo de governador em abril, quando Alckmin se desincompatibilizará para disputar a Presidência da República. 
 
A hora de França
França espera que nos seis meses que antecederão as eleições, no cargo máximo no Governo, ele terá a oportunidade de se tornar conhecido em todo o Estado, apresentando-se como o nome novo na corrida, um apelo que tem tudo para dar certo no ano que vem, quando o eleitor se mostra muito cético em relação aos “políticos profissionais”. A favor do vice tem o fato de 65% dos eleitores dizerem, nas pesquisas de opinião, não terem um nome ainda em quem votar. Neste caso, candidatos menos conhecidos hoje podem ter maiores chances na hora do voto. 
 
O vice 
O nome do vice-prefeito de Guarulhos, Alexandre Zeitune (Rede), aparece em todas as sondagens realizadas pelo Datafolha como o candidato do partido capitaneado por Marina Silva, ao Governo de SP. Para quem não se lembra, ao exonera-lo do cargo de secretário de Educação, dois meses atrás, Guti citou que não poderia mais deixar o vice naquele cargo, já que ele tinha planos políticos que seriam incompatíveis com a função. Mais uma vez acertou. Pelo número de viagens feitas nos últimos dias pelo vice, a fim de se viabilizar como candidato ao Governo, seria praticamente impossível seguir no comando da pasta. 
 
Fora da casinha
Na sexta-feira, liderados por vereadores do PT, um grupo de moradores se juntou a diversos movimentos de moradia, para protestar contra o Ministério Público Estadual, em relação a ações de reintegração de posse que podem vir a ocorrer nos próximos meses em Guarulhos. Porém, esses mesmos políticos que agora se dizem defensores da população são os mesmos que nada fizeram nos últimos anos para evitar que a situação chegasse a esse ponto. 
 

 

 

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