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Maioria das mulheres no Alabama votou em Doug Jones

Cláudia Trevisan, correspondente    14/12/2017 00:20

 


As acusações de abuso sexual contra o republicano Roy Moore são verdadeiras na opinião de 57% das mulheres que votaram na eleição especial para uma cadeira no Senado pelo Alabama, na terça-feira. E a maioria delas optou por Doug Jones, o primeiro democrata em 25 anos a vencer uma disputa do tipo em um dos mais conservadores Estados americanos.

O confronto registrou um abismo entre eleitores do sexo masculino e feminino superior ao que marcou o enfrentamento entre Donald Trump e Hillary Clinton no ano passado.

Na terça-feira, Jones registrou uma vantagem de 16 pontos percentuais sobre seu opositor entre as mulheres, com um placar de 57% a 41%, segundo pesquisa de boca de urna do Edison Research. Moore prevaleceu entre os homens com uma margem semelhante, de 56% a 42%. Entre as mulheres que têm filhos, a vantagem do democrata sobre o republicano foi de 34 pontos percentuais: 66% a 32%.

David Karol, cientista político da Universidade de Maryland, avaliou que a derrota do republicano no Alabama é uma indicação da força que as acusações de abuso sexual ganharam na sociedade americana. Embaladas pelo movimento #MeToo (#EuTambém), muitas mulheres vieram a público nas últimas semanas para denunciar homens em posições de poder, o que levou a renúncias e demissões de parlamentares de ambos os partidos, figuras de Hollywood e jornalistas.

"Trump é parte disso", observou Karol, lembrando que as mulheres que acusaram o presidente de assédio sexual durante a campanha de 2016 vieram a público de novo pedir que o Congresso investigue as alegações. "Essa questão não vai desaparecer."

Evangélico e ultraconservador, Moore liderava as pesquisas de intenção de voto até o início de novembro, quando o Washington Post publicou relatos de mulheres que disseram ter sido molestadas sexualmente pelo candidato quando eram adolescentes, nos anos 70. Na época, ele tinha mais de 30 anos e era promotor distrital no Alabama.

O candidato já era uma figura controvertida, em razão de sua defesa da aplicação da lei divina, da condenação ao homossexualismo e da posição de que muçulmanos não deveriam servir no Congresso dos EUA. Mas as denúncias de caráter sexual reduziram suas chances e se refletiram nos resultados.
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