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Paralisação do governo federal americano é incomum, mas não inédita

Redação Guarulhosweb    20/01/2018 11:50

 


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Congresso americano não conseguiram chegar a um acordo sobre uma medida de curto prazo que estendia o financiamento ao governo e elevava o teto do endividamento. Paralisações da máquina pública são incomuns, mas não inéditas. Nos últimos 25 anos, o governo ficou parcialmente fechado três vezes.

Paralisações provocaram a dispensa de milhares de funcionários federais, necessários em diversas atividades do governo.

Durante a administração Jimmy Carter, as paralisações aconteceram quase todo ano, numa média de 11 dias cada. Nos dois mandatos de Ronald Reagan nos anos 1980, houve seis delas, com cada uma durando apenas um ou dois dias.

Em 1980 e 1981, um parecer do então procurador-geral, Benjamin Civiletti, determinou que a falha em aprovar leis orçamentárias requereria o fechamento parcial ou total do governo. Paralisações anteriores nem sempre acarretaram numa interrupção de fato do funcionamento do governo e frequentemente eram apenas lacunas de financiamento, com pouco efeito real.

Veja abaixo uma relação de paralisações recentes, suas causas e impacto:

Outubro de 2013: foram 16 dias de paralisação parcial, provocada por conservadores do movimento Tea Party, que exigiam o bloqueio da implementação da lei de saúde do presidente Barack Obama (Obamacare). O então presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, tentou evitar uma paralisação ao tentar financiar o governo pouco a pouco, mas a tentativa fracassou.

A paralisação afetou a maior parte das operações do governo e resultou na licença não-remunerada de 850 mil funcionários, custando ao governo US$ 6,6 milhões em dias de trabalho e mais de US$ 2,5 bilhões em perda de produtividade, de acordo com um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso. Boehner sobreviveu à paralisação, mas renunciou ao cargo dois anos depois em meio a um conflito com o grupo de deputados conservadores Freedom Caucus.

Dezembro de 1995 - Janeiro de 1996: republicanos liderados pelo então presidente da Câmara, Newt Gingrich, forçaram uma paralisação de três semanas para tentar coagir o presidente Bill Clinton a assinar uma lei orçamentária que previa cortes de gastos. Os republicanos levaram a culpa, mas a maior parte dos americanos sofreu inconveniências relativamente pequenas, como parques fechados e atrasos no processamento de pedidos de passaporte. A briga impulsionou a popularidade de Clinton e garantiu sua reeleição em novembro de 1996.

Novembro de 1995: houve cinco dias de paralisação após Bill Clinton vetar uma lei orçamentária que pretendia aumentar o valor da mensalidade paga pelos beneficiários do Medicare. O impasse levou a uma paralisação mais longa naquele ano.
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