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Guarulhos nos trilhos

Ernesto Zanon    03/04/2018 07:35

 

A inauguração do Trem de Guarulhos (Linha 13-Jade), por mais atrasada que pode ter sido, é uma grande vitória do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Desejo de muitos governantes, incluindo seus antecessores José Serra e o falecido Mario Covas, a linha férrea foi viabilizada pelo atual mandatário, que se credencia como candidato do partido à Presidência. Superou inclusive o pessoal do contra, que apostava todas as fichas no fracasso da empreitada. Diante da realidade, os oposicionistas de sempre precisaram se render. 
 
Mais quatro estações
Quem entende um pouco de obras de grande porte, como é a construção de uma linha férrea, sabe que ela só tem sentido se agregar um número de passageiros compatível com os investimentos necessários. Tanto é assim que o Governo do Estado já prevê a construção de mais quatro estações em Guarulhos, passando do Aeroporto até o São João e Bonsucesso, com ligação direta ao Pimentas. Ou seja, não existe essa história de pseudos pais da ampliação. O projeto da CPTM é muito claro. 
 
Integração
Também não faz sentido algum as críticas de que o trem servirá apenas uma pequena parcela da população. Hoje, a estação Cecap já mantém linhas diretas de ônibus urbanos e metropolitanos para os mais diversos bairros de Guarulhos, além de outros municípios como Arujá e Santa Isabel. Ali é possível fazer a baldeação e seguir rumo a São Paulo. Com tarifa a R$ 4,00, o passageiro – que hoje gasta até mais de R$ 6,00 em um ônibus metropolitano – poderá fazer integração a partir de Engenheiro Goulart, Tatuapé ou Brás com toda a rede metroferroviária da capital por esse valor. 
 
Gastando menos
Por esses e outros motivos, há sim muito o que o guarulhense comemorar. Passada a fase de testes, que deve ser de 60 dias, os moradores da cidade terão uma ótima opção para se deslocar rumo ao trabalho nas mais diversas regiões de São Paulo, sem precisar ficar parado dentro de ônibus nas rodovias Dutra ou Ayrton Senna e, o melhor, gastando bem menos. 
 
Só de fachada
Na inauguração, ocorrida sábado de manhã, políticos dos mais diferentes partidos, inclusive aqueles que trabalham muito contra a chegada do trem, fizeram questão de posar ao lado de Alckmin. Até o oportunista deputado Alencar Santana (PT), que estava completamente desaparecido da cidade, deu o ar da graça, com direito a espaço no palanque e discurso de comemoração. Fora de lá, ao jogar para a sua plateia, adora panfletar que é combativo. Ao usar o microfone, parecia mais um parlamentar da base do Governo. 
 
O nome do governador
Para o vice-governador Márcio França, que assumirá o cargo principal a partir da próxima sexta-feira, quando Alckmin deixa o posto para assumir sua pré-candidatura a Presidência, a inauguração do trem serviu como alavancagem a sua própria corrida pela reeleição ao Governo de São Paulo. Durante entrevistas, sem a presença do prefeito de São Paulo João Dória, pré-candidato do PSDB, Alckmin deixou claro que vê em Márcio França o nome mais preparado para assumir seu lugar. 
 

 

 

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