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Em situação financeira delicada, Corinthians ainda deve até para o técnico Tite

Daniel Batista    21/04/2018 08:00

 


A situação financeira do Corinthians não é das mais favoráveis e as dívidas do passado têm peso considerável no quadro delicado. Dentre outras despesas antigas, chama atenção o não pagamento de direitos de imagem para quem nem está mais no clube. Até o técnico Tite, da seleção brasileira, está na lista. No total, são R$ 55,8 milhões de débito, sendo que R$ 35,4 milhões devem ser pagos neste ano. O clube também deve para dois empresários de jogadores.

Um dos que podem receber ainda em 2018 é Tite. Segundo o balanço financeiro divulgado pelo clube, o técnico tinha até o final do ano passado R$ 976 mil para receber e a quitação será feita até o mês de dezembro. Parte da dívida já pode ter sido paga nestes primeiros meses do ano, mas o Corinthians não se pronuncia sobre o tema.

Os valores devidos que mais chamam atenção envolvem Jô e Cristian. O atacante, que foi para o Nagoya Grampus, do Japão, tem R$ 6,5 milhões para receber. Destes, apenas R$ 2 milhões serão pagos nos próximos meses. O volante tem R$ 4,5 milhões de crédito e não há previsão de quitação da dívida até dezembro.

Quem tem mais a ganhar do Corinthians é a empresa GT Sports, que representa as carreiras do lateral-esquerdo Guilherme Arana e do atacante Malcom. Até dezembro, receberá R$ 6,9 milhões.

A lista conta ainda com atletas como o atacante Gustavo, que fez apenas nove jogos e nenhum gol pelo Corinthians e está emprestado para o Fortaleza. Ele tem R$ 991 mil para receber. O volante Elias e o lateral-esquerdo Fábio Santos (ambos no Atlético Mineiro), o meia Lodeiro (no Boca Juniors) e o atacante Elton (Ceará) são alguns aos quais o clube deve, mesmo não jogando mais por ele.

O Corinthians afirma que os valores para a quitação foram acertados caso a caso e que tudo está sendo pago corretamente. "Os vencimentos estão programados segundo os termos negociados", disse o clube, por meio de uma nota oficial.

Atletas do atual elenco também têm pendências. São os casos de Rodriguinho (R$ 2,8 milhões), Jadson (R$ 1,7 milhão) e Romero (R$ 1,4 milhão). Vale lembrar, entretanto, que tais valores foram negociados com os atletas e que não há dívidas em relação aos salários.

Por outro lado, o Corinthians deve receber neste ano R$ 67,8 milhões por transferências de atletas que ocorreram até dezembro de 2017. O Sevilla, por exemplo, precisa pagar ainda R$ 38 milhões da contratação de Guilherme Arana. O Bordeaux deve R$ 11,1 milhões por Malcom.

AGENTES FINANCIADORES - Chama a atenção nas finanças alvinegras dois empréstimos feitos ao clube pelos empresários Carlos Leite e Giuliano Bertolucci: juntos, eles têm R$ 9,3 milhões para receber neste ano. O primeiro, que agencia a carreira de Cássio, Fagner, Mateus Vital e Matheus Matias, entre outros, deverá embolsar R$ 4,1 milhões. O segundo, que havia obtido R$ 9 milhões de comissão pela negociação de Jô, é credor de mais R$ 5,2 milhões.

A diretoria corintiana nega ver problema nos empréstimos. "O Sport Club Corinthians Paulista esclarece que os empréstimos são operações de mútuo formalmente contratadas em condições de mercado", disse a nota oficial. De fato, não há ilegalidade na transação, mas os juros dos empréstimos assustam. Carlos Leite cobra 1,94% ao mês; Giuliano Bertolucci, 1,5%. O BicBanco, um dos credores, cobra 1,45%.

Carlos Leite ainda teve o seu nome envolvido em polêmica durante a eleição para presidente do Corinthians. A oposição acusou Andrés Sanchez de tentar comprar votos utilizando um cheque do empresário, informação que foi desmentida. O Estado tentou contato com os agentes, mas eles não responderam às mensagens nem atenderam às ligações.
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