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CEI que investiga Zeitune adia decisão sobre convocação de Marina Silva

Paulo Manso / Foto: José Cruz/Agência Brasil    26/04/2018 14:35

 

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga o vice-prefeito Alexandre Zeitune (Rede) por suposto crime de extorsão aprovou, em reunião nesta quinta-feira, 26/04, o adiamento da deliberação de convocação para esclarecimentos da ex-senadora Marina Silva, pré-candidata a presidente pela Rede Sustentabilidade.
 
Nas conversas gravadas - que originaram a abertura da investigação –, os interlocutores citam o nome dela como suposta beneficiária de uma doação de R$ 7 milhões, além de outros R$ 5 milhões a Zeitune.
 
O adiamento gerou alguns bate-bocas entre os vereadores em uma reunião marcada pelo embate ferrenho entre a defesa do vice-prefeito e os vereadores Marcelo Seminaldo (PT), presidente da CEI, e Eduardo Carneiro (PSB), relator.
 
Antes da decisão sobre Marina Silva, a CEI aprovou a convocação de Roberto Kioshi Gushken, presidente da Cooperativa de Crédito Sicoob Unimais – citada nas conversas como sendo o local ideal para depósitos, já que seria mais difícil dos valores serem rastreados. Apesar de Marco Antônio Ferreira ter citado nominalmente nos áudios outra cooperativa, é do Sicoob Unimais que Zeitune é vice-presidente afastado.
 
Outro convocado foi o empresário Paulo Zhu, que aparece nos áudios como interlocutor de Zeitune e Marco. Ele protocolou na Câmara, na última terça-feira, 24/04, documento que, entre outras coisas, desmente os depoimentos da dupla à CEI.
 
Na declaração entregue ao Legislativo, o empresário nega ter se relacionado comercialmente com o vice-prefeito. Zeitune, em reuniões passadas da comissão, disse que o empresário era seu cliente no escritório de advocacia e que isso explicaria valores recebidos dele. Paulo cita, ainda, negociação entre ele e Marco Ferreira para buscar eventuais doadores às campanhas de Zeitune, ao governo estadual, e de Marina Silva à presidência da República. Na semana passada, Marco negou exercer funções de organização de campanhas eleitorais ou arrecadação de doações para este fim.
 
“É justamente por ter contradições nas declarações que será importante ouvir o empresário pessoalmente”, afirmou o vereador Marcelo Seminaldo (PT), presidente da CEI.
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