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Depoimento de empresário expõe contradição sobre pagamento recebido por Zeitune

Paulo Manso    03/05/2018 14:28

 

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga o vice-prefeito Alexandre Zeitune (Rede) na Câmara Municipal ouviu nesta quinta-feira, 03/05, o empresário Paulo Zhu, apontado como interlocutor de Zeitune e Marco Antônio Ferreira nos áudios que motivaram a abertura da CEI. O empresário desmentiu parte dos depoimentos de Zeitune e Ferreira a respeito de suposto pagamento feito por ele ao vice-prefeito, que é advogado.
 
Em seu depoimento, Paulo confirmou o que ele já havia relatado em documento protocolado na semana passada no Legislativo. Ele reafirmou várias vezes que nunca teve qualquer relação comercial com o vice-prefeito e que nunca efetuou pagamentos a título de eventuais serviços prestados. “Nunca subscrevi qualquer procuração para ele me representar e não sei o motivo de ele ter falado que recebeu dinheiro de mim por algum serviço”, disse.
 
Em reuniões passadas da CEI, Zeitune justificou imagem divulgada na internet pelo jornal Guarulhos Hoje, em que ele aparece próximo a um maço de notas de dinheiro, dizendo que os valores foram entregues a ele por Paulo a título de trabalho em gestão de varejo realizado para o empresário. Em seu depoimento, Marco Ferreira também justificou a imagem com esse argumento, agora negado por Paulo.
 
Ao fim da reunião, Zeitune insistiu na versão. “Não vou apresentar as provas na CEI pois ela perdeu seu objeto. No momento oportuno vou mostrar tudo no foro adequado”, afirmou ao GuarulhosWeb.
 
O empresário ainda afirmou que nunca houve qualquer tipo de extorsão contra ele por parte de Zeitune ou Marco. “Nós falamos sobre eventuais doações de campanha, mas elas nunca se efetivaram. Eu nunca fiz doação a qualquer campanha eleitoral. E nenhum dos dois nunca me pediram dinheiro. Nem me ofereceram qualquer tipo de vantagem”, pontuou, mais de uma vez.
 
Esta fala motivou a defesa de Zeitune a pedir o arquivamento da CEI, por entender que ela perdeu seu objeto (suposto crime de extorsão). “A CEI vai seguir e tem outros passos a serem dados. Um deles é entender de onde veio aquele dinheiro que o vice-prefeito afirmou ter recebido do empresário, o que este disse não ter feito”, explicou o presidente da CEI, vereador Marcelo Seminaldo (PT).
 
Outros vereadores membros também defendem a continuidade dos trabalhos para entender como se deram as gravações, tanto dos áudios que motivaram a CEI quanto da viagem que Zeitune fez a Miami em dezembro de 2017, na qual também estavam Marco e Paulo Zhu. “É preciso investigar esse crime de arapongagem que ocorreu”, disse a vereadora Genilda Bernardes (PT). “Há pontos obscuros sim. A gente precisa verificar mesmo”, concordou o vereador Romildo Santos (DEM).
 
Também convocado para a reunião desta quinta, o presidente da cooperativa de crédito Sicoob Unimais, Roberto Kioshi Gushken, não compareceu. O banco enviou um ofício solicitando novo agendamento pois Gushken está em viagem pré-agendada a trabalho.
 
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