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Os pais da baderna

Ernesto Zanon    04/05/2018 07:43

 

A confusão generalizada ocorrida na tarde desta quinta-feira, na região central de Guarulhos, teve início dentro da Câmara Municipal. Imagens divulgadas pelas redes sociais mostram uma série de embates, com trocas de xingamentos e ameaças de brigas, ocorridas dentro das galerias onde dois grupos bem distintos  se concentraram para se posicionar contra ou a favor do projeto do vereador do DEM, Laércio Sandes, que quer impor na rede pública municipal o conceito “Escola sem partido”. 
 
DEM versus PT
Entre os manifestantes, ficou fácil identificar a origem de cada um dos grupos que se enfrentaram. De um lado, movimentos de direita, como o Direita Brasil e o Movimento Brasil Livre, o famoso MBL, que é bastante ligado ao DEM de Sandes. Porém, não eram pessoas da cidade. Tratavam-se de manifestantes que vieram de São Paulo em ônibus fretado para apoiar o vereador do DEM. Aqui, foram recepcionados por representantes do partido. Inclusive um conhecido assessor parlamentar do deputado Eli Correa Filho (DEM) aparece nas imagens ao lado dos grupos de direita. 
 
Manifestantes profissionais
Do outro, pessoas ligadas ao PT, como assessores políticos e muitos, mas muitos mesmo, sindicalistas ligados ao Sincoverg do vereador Brinquinho, Dentro da Câmara, há imagens de ameaças e até agressões principalmente por parte dos contrários ao projeto, que não se conformavam em ver ali manifestantes “importados” da capital. 
 
Garantia da ordem
A GCM, chamada pela presidência da Câmara, permaneceu no prédio com o único objetivo de garantir a ordem e preservar a integridade física tanto dos manifestantes como dos vereadores em plenário. Porém, o clima esquentou, até mesmo motivado por discursos inflamados dos próprios vereadores petistas que, na ânsia de atacar de quem deles diverge, atira para todo lado. Ou seja, quem deveria dar um exemplo positivo acaba colocando mais gasolina na fogueira. 
 
Estopim
Após o encerramento da sessão, os grupos saíram da Câmara e cumpriram as promessas feitas uns aos outros lá dentro. Ataques mútuos, inclusive com alguns indo a vias de fato, se espalharam pelo entorno do prédio do Legislativo. Somente neste momento, agentes da GCM foram obrigados a intervir, como forma de dirimir os conflitos. Imagens mostram os sindicalistas atirando pedras contra os guardas e contra populares que passavam pelo local. O ônibus que trouxe os manifestantes de São Paulo teve vidros quebrados pelas pedras. 
 
Desvio de foco
Após a reação da GCM, parlamentares do PT, que depois de jogarem a massa no fogo, passaram a se posicionar como vítimas, numa evidente tentativa de tirar o foco do que realmente ocorreu. Pararam o trânsito em toda a região central e seguiram em direção à Secretaria Municipal de Segurança Pública, onde foram recebidos pelo titular da pasta, Gilvan Passos. No entanto, sem grande adesão, para conseguirem manter o trânsito travado, eles apelaram. Chaves de coletivos que passavam pelo local foram arrancadas para que os veículos deixassem de circular. 
 
Sobrou para os trabalhadores
Por responsabilidade desses vereadores do PT, que tiveram o reforço do ausente deputado estadual Alencar Santana, que adora uma confusão e voltou a aparecer, o trânsito ficou completamente congestionado em toda a região central durante o horário em que muitos trabalhadores tentavam voltar para suas casas no final do expediente. Como os ônibus não conseguiam transpor a Salgado Filho, dezenas de linhas foram prejudicadas, afetando diretamente milhares de guarulhenses que ficaram sem transportes. 
 
Tom ameaçador
O vereador Brinquinho, que também é presidente do Sindicato dos Condutores, filiado à CUT, não esconde sua fama de valente. Durante a manifestação minguada em frente à Secretaria de Segurança Pública, fez uma série de ameaças.  Alegando que eles foram vítimas da GCM, disse que na próxima terça-feira, quando o PL que o PT é contra deve voltar à pauta, a coisa vai ser pior ainda. 
 
Mais que a inflação
Quando os sindicalistas que representam o funcionalismo público em Guarulhos tiveram a confirmação de que a Prefeitura concederia 3% de reajuste, o que representa ganho real de 0,43% em relação a inflação medida pelo Dieese nos últimos 12 meses, o clima foi de euforia. Consultando outras entidades representativas do funcionalismo em outros municípios, eles receberam como resposta que deveriam aceitar imediatamente, já que Prefeitura alguma está conseguindo oferecer índices ao menos parecidos. 
 
Bom para os servidores
O próprio Stap, imediatamente após a reunião junto à Secretaria de Gestão, postou em sua página do Facebook que a categoria obteve ganhos reais na negociação deste ano, já que os índices obtidos, além do reajuste em si já acima da inflação, foram bastante expressivos. A Prefeitura também prevê um reajuste de 6,52% nos valores do Vale Alimentação e Vale Refeição, que devem passar para R$ 495,00 por mês para todos os funcionários. Já o Vale Cesta Básica, concedido pela administração desde o ano passado a cerca de 11 mil servidores, quase metade de toda a categoria, será reajustado em 15%, subindo para R$ 115,00.
 

 

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