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Na CEI do Zeitune, presidente de cooperativa desmente práticas citadas em áudio

Texto e fotos: Paulo Manso    10/05/2018 11:22

 

O presidente da cooperativa de crédito Sicoob Unimais, Roberto Kioshi Gushken, prestou depoimento na manhã desta quinta-feira, 10/05, à Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga o vice-prefeito Alexandre Zeitune (Rede) por suposto crime de extorsão. Em sua oitiva, o executivo desmentiu qualquer tipo de prática ilegal da instituição bancária, o que foi sugerido em um dos áudios que motivaram a abertura da investigação na Câmara Municipal.
 
A cooperativa, da qual Zeitune é vice-presidente afastado, foi citada por Marco Antônio Ferreira – apontado como operador nas conversas gravadas – como sendo o local ideal para depósitos, já que seria mais difícil dos valores serem rastreados.
 
“Nossa cooperativa obedece e se submete a todos os controles fiscalizatórios do Banco Central, como todos os outros bancos comerciais. Definitivamente não há a menor chance de ser feito [se referindo à suposta facilidade de lavagem de dinheiro citada no áudio]”, afirmou, respondendo aos vereadores Marcelo Seminaldo (PT) e Eduardo Carneiro (PSB).
 
Gushken não quis falar com o GuarulhosWeb ao fim de seu depoimento. Aos vereadores, disse que só soube das acusações através da mídia e que a confederação do sistema Sicoob, em Brasília, está ciente do caso e de sua oitiva. O presidente confirmou, também, que o cargo exercido por Zeitune (do qual ele está afastado por conta das investigações) é remunerado.
 
Presidente da CEI, Seminaldo convocou uma reunião fechada (apenas para os vereadores membros) para a próxima semana. “Após ouvir algumas pessoas, acredito ser importante fazer essa reunião de trabalho para que os vereadores apontem quais serão os próximos passos da investigação”, disse o vereador.
 
Sobre o pedido de arquivamento, feito pela defesa de Zeitune alegando o crime de extorsão ter sido negado por todos os interrogados, e a convocação da ex-senadora Marina Silva (também citada nos áudios como beneficiária de suposta doação de campanha), Seminaldo despistou. “A defesa confunde a função de uma CEI com a de uma Comissão Processante. Aqui nós iniciamos a investigação e ela pode levar a outros fatos. Vamos até o fim e o fim é a votação do relatório. Pode ser que o relatório aponte realmente que não há crime. Mas temos que esperar. Sobre a convocação da Marina, não fui eu que sugeri. Acredito que na reunião fechada da próxima semana nós apreciemos esse tema”, concluiu.
 

 

 

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