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Coletivo de escritores quer políticas públicas para a cultura da cidade

Redação Guarulhosweb    15/05/2018 15:59

 

Um grupo de escritores guarulhenses acaba de fundar o “Coletivo das Letras”. Nascido da insatisfação desses profissionais com os rumos da Cultura na cidade, em especial no cenário literário, o coletivo cobra a efetivação de políticas públicas que dinamizem a vida cultural e que sejam capazes de estimular a produção, o ensino e o aprimoramento literário na cidade.
 
“Queremos construir, por meio do diálogo, alternativas para a Cultura de nossa cidade”, disse a escritora Janethe Fontes, uma das fundadoras do coletivo, que já protocolou o manifesto, com pontos específicos sobre as demandas mais críticas junto à Prefeitura de Guarulhos e aguarda reunião com o prefeito Guti (PSB).
 
Entre as cobranças e sugestões do coletivo ao Poder Executivo, está a destinação de orçamento para o fortalecimento das bibliotecas públicas, comunitárias e escolares e para a aquisição e inclusão dos livros de escritores guarulhenses nesses acervos. “Não queremos escolher esses livros e, tampouco, tirar vantagem nesse processo. Queremos, sim, garantir a pluralidade literária que Guarulhos tem e que revela a identidade de suas regiões”, disse César Magalhães Borges, escritor vencedor do Prêmio Guarulhos de Literatura de 2017 na categoria Livro do Ano. O prêmio foi uma iniciativa privada sem o apoio da Prefeitura.
 
O coletivo propõe ainda a interação de escritores com alunos da rede pública de ensino; fundos de incentivo para a produção literária; a instalação de livrarias e estandes para a venda de obras de autores ligados à vida cultural de Guarulhos em teatros, aeroporto, rodoviária e terminais de ônibus.
 
A realização do Salão do Livro, ainda sem confirmação para o ano de 2018, e da Semana do Livro, de 18 a 24 de abril, são outras reivindicações, além da preservação do patrimônio literário, bibliográfico e documental do município, entre outros.
 
Os escritores de Guarulhos que congregam o Coletivo das Letras acreditam que a leitura e o acesso plural a ela é um dos mecanismos mais eficientes para o desenvolvimento da cidadania e, por consequência, do município. Por isso propõem-se ao diálogo com o poder público e cobram a aplicação da Lei nº 7.016, de 2 de abril de 2012.
 
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