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Quando 3 é mais que 9

Ernesto Zanon    16/05/2018 08:42

 

Ao pegar Guarulhos praticamente falida, devido às dívidas deixadas pelos governos petistas, chegando a quase dois orçamentos, no primeiro ano de mandato, o prefeito Guti (PSB) conseguiu garantir pelo menos a reposição da inflação ao funcionalismo público municipal. Houve reajuste de 3,26%, exatamente o mesmo índice inflacionário.A Prefeitura conseguiu também garantir R$ 100 a mais numa cesta básica paga a praticamente metade do funcionalismo. Neste ano de 2018, o índice proposto pelo prefeito Guti de 3% é 0,6% maior que a inflação acumulada. Em seu último ano de administração, depois de seguidos arrochos salariais, o ex-prefeito petista Sebastião Almeida (hoje no PDT), concedeu 9,34%, que nada mais foi do que a reposição exata da inflação acumulada em 12 meses, ou seja zero de ganhos para a categoria. 
 
Resumo da ópera
Quando um petista brada que Almeida concedeu reajuste maior do que Guti ao citar os 9,34% de 2016 em relação aos 3% de 2018, basta somar um mais um. O reajuste de Almeida não incluiu nada além da inflação acumulada. Já o índice apresentado por Guti neste ano é 0,6% maior que a inflação medida pelo Dieese, o instituto preferido pelos sindicalistas ligados ao PT durante a vida toda. 
 
Investindo no pior
O grau de desinformação propagada pelos parlamentares petistas aumenta a cada dia. Na sessão desta terça-feira, os vereadores do PT decidiram obstruir as votações atrapalhando o andamento dos trabalhos. Com discursos evasivos e desvios de foco, impediram o encaminhamento de um importante PL para o funcionalismo público municipal, aquele que trata do reajuste salarial da categoria, que – em acordo com o Sindicato dos Servidores – será de 3% a toda categoria. 
 
 
Matreiro 
De forma matreira, o hábil parlamentar Edmilson Souza (PT) tentou – como sempre – distorcer os fatos, dizendo que a administração é quem está desrespeitando os servidores ao anunciar o reajuste de cima para baixo e na última hora, ignorando toda a discussão que houve em mesas de negociações envolvendo o sindicato da categoria. E mais uma vez usou de inverdade ao dizer que os 3% atuais representam uma grande perda para os servidores. 
 
Os números reais
Na verdade, foi justamente nos anos do governo PT, do qual Edmilson era secretário, que os servidores mais perderam. Basta recorrer aos números. Em 2003, frente a uma inflação acumulada de 18,13% nos 12 meses anteriores, o ex-prefeito Eloi Pietá, herói do vereador, concedeu 1% de reajuste. Em 2004 e 2005, novamente 1% contra inflações de 4,36% e 848%. No ano seguinte, foram 4% de reajuste e inflação de 3,25%, em 2007, 3,2% (inflação de 3,09%); em 2008 4% com inflação de 4,69%. 
 
O prefeito sindicalista
Findados os anos Pietá, chegou o reinado de Sebastião Almeida (ex-PT e agora PDT), que carregava o título de ex-presidente do Sindicato dos Servidores. Em vez de ganhos salariais, mais arrocho para os funcionários públicos. Em 2009, 5,9% de reajuste apenas para quem ganhava até R$ 2 mil, enquanto a inflação era de 5,8%. Os demais tiveram de se contentar com reajuste escalonado. Em 2010, a mesma coisa. Reajuste de 6,5% apenas para salários inferiores a R$ 2 mil numa inflação de 5,8%. 
 
Partido contra os trabalhadores
Em 2011, novo arrocho para os trabalhadores do governo de Almeida. Com inflação de 7,3%, o prefeito sindicalista concedeu 6,3% só para salários de até R$ 2,1 mil. Em 2012, ano eleitoral, 5,37%, ou seja o mesmo índice da inflação do período. No ano seguinte, mais perdas: reajuste de 5,5% frente uma inflação de 6,6%. Já em 2014, 6,78% de reposição frente uma inflação de 7,04%. Foi em 2015 uma das maiores perdas para o funcionalismo, quando o Almeida, apoiado por Edmilson, concedeu 6% de reajuste quando a inflação bateu 8,34%. Somente no último ano de governo, já no apagar das luzes, veio um reajuste de 9,34% que nada mais foi que exatamente o mesmo índice da inflação. 
 
Perto da conclusão
O prefeito Guti esteve no início da tarde desta terça-feira mais uma vez vistoriando as obras do Trevo de Bonsucesso. Desta vez, ele pode ver uma grande evolução em relação à última visita ocorrida em março, já que o empreendimento – abandonado pela gestão do ex-prefeito petista Sebastião Almeida (hoje PDT) – está bem próximo de ser finalizado. Dentro de pouco mais de um mês, uma alça que garantirá o retorno direto para São Paulo será entregue, desafogando o miolo do trevo. 
 
A verdade como ela é
Diferente do que apregoa o ex-prefeito, em aparições na imprensa, de que Guti herdou uma obra pronta para ser finalizada, a verdade não é bem essa. Não fosse o empenho da atual administração, logo no início do governo no ano passado ao efetivar processos de desapropriações, que não haviam sido providenciadas por Almeida e sua trupe, Guarulhos corria o risco de não poder utilizar o dinheiro do governo federal que já era destinado à obra. Somente com a resolução de questões técnicas,  o Trevo foi viabilizado e tem tudo para ser finalizado até o final deste ano. 
 
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