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Atlas da Violência aponta aumento de casos de estupro em Guarulhos

Katia Russões    06/06/2018 13:57

 

A polícia prendeu em flagrante, na manhã desta quarta-feira, 6/06, um homem tentando estuprar uma jovem de 16 anos, no Parque Jurema. Casos como este têm aumentado em Guarulhos. É o que aponta o Atlas da Violência, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgado nesta semana.
 
Segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), de 2006 a 2009 houve um aumento de 41,73% no número de casos deste tipo de crime. A partir de 2009 o aumento foi mais significativo pois a definição legal de estupro mudou, contemplando um conjunto maior de ações delitivas. Em 2016, a SSP passou a separar na estatística de crimes sexuais os casos de estupro e de estupro de vulneráveis. Naquele ano, a cidade registrou o total de 408 casos. 
 
Perfil
Em números de abrangência nacional, segundo o Atlas da Violência, a proporção de casos de estupros cuja pessoa se identifica como branca caiu de 2011 até 2014, quando ficou constante em 34,3% dos registros. As vítimas que se classificam como sendo pardas cresceram em uma variação de 4,5%, envolvendo 45,3% dos casos, sem variações demais raças/cores, fora os casos de pessoas que optaram por não informar sua raça.
 
Com relação ao nível de escolaridade das vítimas com 18 anos ou mais, há uma instabilidade, mas é possível identificar que a maior parte das vítimas possui ensino médio completo. Entre os casos de estupro a vulneráveis estão as pessoas portadoras de deficiências física e/ou psicológica. Cerca de 10,3% das vítimas de estupro possuíam alguma deficiência, sendo 31,1% desses casos contra indivíduos que apresentam deficiência mental e 29,6% contra indivíduos com transtorno mental. Além disso, 12,2% do total de casos de estupros coletivos foram contra vítimas com alguma deficiência.
 
O agressor
Uma das informações que chocam grande parte da população é o nível de proximidade entre vítima e agressor. Segundo Atlas, em 2016 a maior parte dos crimes contra crianças foi cometida por amigos ou conhecidos o equivalente a 30,13%. Em outros 30% dos casos o agressor era um familiar próximo, como pais, irmãos e padrastos.
 
Nos casos envolvendo adolescente, entre 14 e 17 anos e adultos, prevalecem autores desconhecidos (32,50% e 53,52%, respectivamente). A segunda maior ocorrência são os crimes cometidos por amigos ou conhecidos (26,09% e 18,82% respectivamente).
 
Local do crime
Para finalizar o estudo sobre os casos de estupro praticados no país, a Atlas traz os aspectos situacionais acerca do estupro. Cerca de um terço dos casos aconteceram em uma situação em que havia suspeita de o agressor ter ingerido álcool. A força física e as ameaças foram, em grande parte, o meio empregado para coagir a vítima.
 
Quanto ao local onde o crime acontece, quando a vítima e autor se conhecem, 78,6% dos casos acontecem dentro da residência. Quando eles não se conhecem, a via pública é o local majoritário de ocorrência.
 
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