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Simpósio de Leishmaniose alerta sobre aumento de casos da doença

Foto: Sidnei Barros/PMG    11/06/2018 17:46

 

Profissionais de Saúde do município e de várias cidades da Grande São Paulo e interior do Estado estiveram em Guarulhos nesta segunda-feira (11) para participar do Simpósio de Leishmanioses: Cenário Municipal, Diagnóstico e Manejo. Realizado pela Secretaria de Saúde, o evento, que reuniu mais de 100 pessoas no auditório da Secretaria de Educação, teve por objetivo alertar para os sintomas da doença, que tem aumentado no Brasil, com o diagnóstico de cerca de três mil casos por ano em humanos.
 
Guarulhos não tem nenhum caso de Leishmaniose Visceral confirmado até o momento. Mas, segundo explicou o médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura, Carlos Alberto Vicentin, que abriu os trabalhos do Simpósio, várias cidades da Região Metropolitana de São Paulo já registraram ocorrências da doença em cães, como Embú das Artes, Itapecerica da Serra e Cotia.
 
De acordo com o veterinário, em locais como Araçatuba e Bauru (SP), bem como nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás e Tocantins a doença já circula em meio urbano há mais de 10 anos. A Leishmaniose é uma zoonose causada por um protozoário. No ambiente urbano, os cães são a principal fonte de infecção para o vetor.
 
A doença é transmitida pela picada de mosquitos flebótomos fêmeas (Lutzomyia sp), mais conhecido como mosquito-palha, que se alimenta de sangue para produzir seus ovos. Pequenos e capazes de passar pela malha de muitos mosquiteiros e telas, esses vetores são encontrados em lugares úmidos, sombreados e com acúmulo de material orgânico, principalmente fezes de animais e frutos de árvores depositados no solo.
 
Por meio de sua picada, o protozoário entra na pele e se dissemina pelos órgãos, podendo atingir a medula óssea, baço e linfonodos. Em humanos, os principais sintomas da doença são febre persistente, aumento do volume do baço e emagrecimento. Já em cães, observa-se especialmente queda de pelos; lesões na pele com crosta; úlcera no focinho, ao redor dos olhos e nas orelhas; de emagrecimento corporal e crescimento exagerado das unhas.

 

 

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