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PF deflagra operação que investiga aditivos contratuais nas obras do Rodoanel Norte

Redação Guarulhosweb    21/06/2018 11:59

 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 21/6, a operação Pedra no Caminho, que apura o desvio de recursos públicos em obras do Rodoanel – Trecho Norte iniciadas em 2013, com 44 km de extensão. O trecho começa na Avenida Raimundo Pereira Magalhães, antiga estrada Campinas/São Paulo, e termina na intersecção com a rodovia Presidente Dutra passando pela cidade de Guarulhos.
 
São cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 51 mandados de busca e apreensão, todos expedidos, a pedido da PF, pela 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo, nas cidades de São Paulo, Carapicuíba, Arujá, Bofete, Ribeirão Preto e São Pedro, no estado de São Paulo e também em Marataízes e Itapemirim, no estado do Espírito Santo.
 
O inquérito policial foi instaurado em 2016, após um ex-funcionário de uma empresa que atuou nas obras apresentar à Polícia Federal informações acerca de possíveis manipulações em termos aditivos desta obra do Rodoanel, para aumentar o valor pago a empreiteiras, que já haviam vencido a licitação para realizar as obras.
 
As investigações apontam que aditivos contratuais, relacionados principalmente à fase de terraplanagem da obra, incluíam novos serviços para efetuar a remoção de matacões (rochas) misturados ao solo. As provas produzidas no inquérito policial indicam que era previsível a existência de matacões no solo e, portanto, o projeto inicial já contemplaria o custo de sua remoção. 
 
Os autos apontam que, no total, o acréscimo desses serviços teria ocasionado um sobrepreço de mais de R$ 131 milhões. Segundo perícia da PF e relatórios do Tribunal de Contas da União e da Controladoria Geral da União, em um dos cinco lotes onde houve aditivos relacionados a remoção dos matacões, houve apuração de sobrepreço da ordem de R$ 33 milhões.
 
Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de fraude à licitação, estelionato contra o Poder Público, falsidade ideológica e associação criminosa. Os presos permanecerão na sede da PF em São Paulo, à disposição da Justiça Federal.
 
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