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Fiesp: tabela para frete deve causar impacto de R$ 3,3 bi na indústria paulista

Eduardo Laguna    11/07/2018 15:10

 


O impacto do tabelamento do frete na indústria paulista entre os meses de junho e dezembro deste ano é estimado em R$ 3,3 bilhões, segundo cálculo divulgado nesta quarta-feira, 11, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O valor equivale ao aumento de 19,8% - ou um gasto mensal adicional de R$ 469,6 milhões - que o setor terá de arcar com a implementação da política nacional de preços mínimos no transporte de carga rodoviário, cuja medida provisória está sendo votada nesta quarta-feira, 11, na Câmara.

Junto com a redução e congelamento do preço do diesel, o tabelamento do frete faz parte do pacote de medidas concedido aos caminhoneiros para encerrar a greve da categoria que causou uma crise nacional de abastecimento no fim de maio.

De acordo com uma pesquisa feita pela Fiesp com 400 empresas, 55,3% dos consultados manifestaram a intenção de repassar, integralmente ou parcialmente, o aumento no preço do frete ao valor de seus produtos.

Metade das empresas (50,1%) disse já sentir a alta no preço de insumos em decorrência do aumento no custo logístico de seus fornecedores. Esse impacto, conforme mostrou a pesquisa, foi de 2% sobre os gastos com matérias-primas.

"Depois de três anos pressionadas pelo fraco desempenho da economia, as indústrias paulistas estão com pouca margem para absorver este aumento do preço do frete sem repassar para os preços dos seus produtos", afirma José Ricardo Roriz Coelho, presidente em exercício da Fiesp. "No entanto, este repasse estará ocorrendo em um momento de fraca recuperação da economia, o que deve levar a uma queda das vendas", acrescentou o executivo ao comentar os resultados da pesquisa em nota encaminhada à imprensa.

Para 24,5% das empresas, haverá redução das vendas, que podem cair 1,7%. Dentro desse grupo, 14,2% das empresas informaram que estão dando descontos nos produtos para compensar o aumento do frete pago pelos clientes.

Como 59,5% das empresas pesquisadas não possuem frota própria de caminhões, a maior parte da indústria paulista está, segundo a Fiesp, exposta a perdas com o tabelamento do preço mínimo do frete.
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