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Bolsas da Europa recuam, monitorando comércio e reunião de Trump e Putin

Victor Rezende    16/07/2018 14:04

 


Os mercados acionários europeus encerraram o pregão desta segunda-feira, 16, majoritariamente em baixa à medida que os investidores monitoraram a cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da Rússia, Vladimir Putin. Indicadores da economia europeia também estiveram no radar, mas tiveram pouco impacto nas bolsas europeias, enquanto o setor financeiro apresentou forte salto em solo alemão, puxado pelo desempenho do Deutsche Bank.

O índice pan-europeu Stoxx-600 fechou em baixa de 0,25% (-0,97 ponto), para 384,06 pontos.

Um dia após a final da Copa do Mundo, Putin partiu para a Finlândia, onde se reuniu com Trump. Em Helsinque, os dois líderes discutiram questões como a suposta interferência do Kremlin na eleição presidencial americana em 2016 e conflitos na Ucrânia e na Síria.

Em coletiva de imprensa, os dois falaram sobre uma cooperação no setor de petróleo e gás, o que pesou nos preços do óleo, que chegaram a cair mais de 4% na reta final do pregão em solo europeu. Não por acaso, o índice Stoxx-600 de petróleo e gás cedeu 1,63%, para 343,93 pontos.

Na bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 0,80%, para 7.600,45 pontos. Na praça, os destaques negativos vieram de companhias ligadas a commodities. A BP perdeu 2,33% e a Royal Dutch Shell recuou 2,14%. Entre as mineradoras, a Rio Tinto caiu 0,88% e a BHP Billiton cedeu 2,48%.

As relações entre EUA e a União Europeia também continuaram no radar, embora o estremecimento dos laços entre os dois lados esteja cada vez mais forte. Em entrevista à rede de TV americana CBS, Trump disse considerar o bloco europeu um inimigo. "Acho que temos muitos inimigos. Acho que a UE é um inimigo, com o que faz conosco no comércio. Você não pensaria na UE, mas eles são um inimigo. A Rússia é um inimigo, em alguns aspectos. A China é certamente um inimigo, economicamente. Mas isso não significa que eles são ruins, não significa nada, significa que são competidores. Eles querem ir bem e nós queremos ir bem", disse o republicano.

Embora haja um estremecimento nas relações comerciais com os EUA, com a China, os laços da UE vão de vento em popa. Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, prometeram apoio ao sistema global de comércio. Posteriormente, os dois lados divulgaram uma declaração em que enumeram pontos de concordância, a primeira vez em três anos que conseguem publicar um comunicado.

Na agenda de indicadores, o único dado divulgado nesta segunda-feira aponta para tensões ainda maiores entre americanos e europeus. De acordo com a Eurostat, o superávit comercial da UE com os EUA cresceu de 48,1 bilhões de euros nos cinco primeiros meses de 2017 para 54,8 bilhões de euros entre janeiro e maio deste ano. Os números, no entanto, não refletem as trocas no setor de serviços, que, em geral, têm sido equilibradas.

Em meio a comemorações pela conquista da Copa do Mundo, os investidores franceses viram o índice CAC-40, da bolsa de Paris, fechar em baixa de 0,36%, aos 5.409,43 pontos. Já em Madri, o Ibex-35 fechou em baixa de 0,18%, aos 9.716,90 pontos. Na bolsa de Lisboa, o PSI-20 fechou praticamente estável, em alta de 0,02%, aos 5.620,74 pontos.

A bolsa de Frankfurt, no entanto, destoou das demais, apoiada pelo forte desempenho do Deutsche Bank, que viu suas ações saltarem 7,28%, após ter divulgado previsões de lucro e receita para o segundo trimestre acima do esperado por analistas. O banco alemão informou que espera lucro líquido de cerca de 400 milhões de euros, quando a projeção era de 159 milhões de euros. Já a receita prevista pelo Deutsche é de 6,6 bilhões de euros ante expectativa de 6,4 bilhões de euros. O balanço do banco alemão será divulgado em 25 de julho.

Com o otimismo gerado pelo Deutsche, o índice DAX fechou em alta de 0,16%, aos 12.561,02 pontos. Já na bolsa de Milão o índice FTSE-MIB encerrou o dia na mínima, em queda de 0,32%, aos 21.822,96 pontos.
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