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Universitário diz que foi torturado e ameaçado na Base Aérea de Guarulhos

Katia Russões / Foto: arquivo pessoal    18/07/2018 15:32

 

O estudante de Direito Matheus Antonio Fernandes Caldas dos Santos, de 21 anos, disse, em entrevista ao portal de notícias G1, que foi torturado e ameaçado de morte quando era recruta na Base Aérea de São Paulo, em Cumbica, e no 4º Comando Aéreo Regional, na Capital, em 2016.
 
Segundo Matheus, as agressões ocorreram durante quatro meses e ele, que tinha boa saúde e era atleta profissional de caratê, acabou perdendo alvéolos pulmonares em decorrência das agressões sofridas, o que comprometeu sua capacidade respiratória.
 
Procurado pelo GuarulhosWeb, o Comando da Aeronáutica afirmou que não compactua com comportamentos inadequados às atividades militares, assim como repudia agressões ou quaisquer outros atos que denigram a dignidade humana. O comando afirmou, ainda, que aguarda o recebimento dos autos do processo judicial para que possam ser tomadas as medidas administrativas cabíveis.
 
"Na Base, em Guarulhos, durante uma atividade que envolvia flexão com vários recrutas, ameaçaram de nos molhar caso todos não cumprissem as metas”, disse Matheus ao G1. Após ser atingido por água gelada, ele contou que foi obrigado a dormir com o corpo molhado e, quando acordou, se recorda de ter febre alta e mal-estar.
 
Na ocasião, ele teria solicitado atendimento médico, o que não teria sido acatado pelo superior. Matheus teria sido obrigado a participar de outras atividades, até que desmaiou e teve uma convulsão. Encaminhado para o Hospital da Aeronáutica de São Paulo (Hasp), Matheus afirmou que a situação piorou e ele permaneceu internado na unidade de saúde, por uma semana, com passagem pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
 
Na volta à Base Aérea, as torturas teriam continuado. “Eu era acordado ao me jogarem água fria, e me davam choques elétricos com teaser [máquina de choque]”, contou. Nesta época Matheus teria sido ainda ameaçado de morte por um superior, incomodado com a reclamação de familiares do então recruta a comandantes.
 
A transferência para o 4º Comando Aéreo, em São Paulo, aconteceu após o contato de sua mãe com o comando. Porém, a perseguição não teria parado. Matheus foi então dispensando do serviço, por “excesso de contingente”.
 
Atualmente o jovem é estudante de direito em Santos (SP) e decidiu entrar com uma ação após contar sua história aos professores do curso. Além da punição de ao menos sete militares, os advogados pedem R$ 500 mil por danos morais. Cinco testemunhas já aceitaram relatar à Justiça o que presenciaram.
 
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Comentários:

  1. Alex Mendes 20/07/2018 09:51

    Justiça de ser feita

    Não devemos julgar antecipadamente, mas que se faz necessário uma boa investigação, tenha certeza disso! Cá entre nós, a denúncia não é feita por acaso! Que os responsáveis sejam punidos!

  2. Anônimo 19/07/2018 17:41

    Você está certo deve denunciar mesmo.

    isso não é só de agora, basta dar uma busca no Google, para verem,o que estão fazendo com os jovens,tem que indenizar por tudo,processar expulsar e prender tanto os culpadoa quantos seus superiores .

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