Guarulhosweb
WhatsApp:(11) 9 4702.3664

Assalto em que fuzilado participou foi considerado o mais violento de 2008

Redação Guarulhosweb    24/07/2018 15:27

 

 
Fuzilado com mais de 70 tiros, dentro de um Audi Q3 blindado, Claudio Roberto Ferreira, 38 anos, conhecido como Galo, estava foragido da Justiça depois de ser condenado a 65 anos de prisão por participar de um assalto a banco em Guarulhos, em 2008 (veja abaixo como foi o crime que deixou três acusados mortos durante perseguição policial). 
 
A polícia investiga as circunstâncias de um crime que ocorreu na noite desta segunda-feira no Tatuapé, bairro da zona leste de São Paulo. A Polícia Civil suspeita de que a vítima teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
 
Segundo informações da Polícia Militar e da Secretaria da Segurança Pública, a vítima estava em um carro por volta 23h na Rua Coelho Lisboa, quando dois veículos com quatro pessoas se aproximaram e disparos foram efetuados. Relatos preliminares apontam que mais de 70 tiros de fuzil foram disparados. A vítima chegou a ser socorrida no Hospital do Tatuapé, onde morreu. 
 
A vítima era Claudio Roberto Ferreira, conhecido como Galo, de 38 anos. Ele estava levando no carro R$ 73,3 mil em dinheiro quando foi morto. No momento do crime, portava um documento de identidade falso. Ferreira era procurado pela Justiça. 
 
De acordo com a TV Globo, Ferreira já havia sido condenado a 65 anos de prisão por roubo a um banco em Guarulhos (SP) em 2008. O homem teria deixado a prisão em 2015, após o Supremo Tribunal Federal (STF) conceder um habeas corpus, que chegou a ser revogado. Por não ter se apresentado à Justiça, ele passou a ser foragido. 
 
O assalto em Guarulhos
 
De acordo com informações do jornal O Estado de S.Paulo, o assalto ocorreu em 7 de novembro de 2008 e foi considerada a maior e mais violenta perseguição policial do ano, deixando 3 mortos e 12 feridos. Os policiais estavam atrás de ladrões de banco do Primeiro Comando da Capital (PCC) que haviam atacado uma agência do Banco Real em Guarulhos, na Grande São Paulo. 
 
Acuados, os bandidos pararam seus carros, desceram e atiraram com fuzis. Não poupavam nenhum policial ou viatura que se aproximava. Na fuga, dois dos ladrões ainda entraram em uma casa no Tremembé, na zona norte, e fizeram quatro reféns. Houve novo tiroteio. Às 17h45, quando a crise acabou, havia um PM morto e outros nove baleados. Chegou a ser noticiada a morte de mais um policial, informação depois corrigida pela Secretaria de Segurança Pública.
 
Do lado dos ladrões, Carlos Antônio da Silva, o Balengo, o maior líder do PCC em liberdade, estava morto e outro criminoso foi preso – outros oito suspeitos acabaram detidos. Balas perdidas mataram ainda um homem que estava na garupa de uma moto e feriram duas pessoas – uma quarta foi atropelada. 
 
O roubo foi rápido. Seis ladrões entraram no banco, na Rua Capitão Gabriel, no centro de Guarulhos. Em poucos minutos, os bandidos saíram da agência levando R$ 110 mil do caixa e do cofre. Era o quarto roubo desse tipo neste ano em Guarulhos. 
 
O bando estava com fuzis e pistolas. Fugiu em dois carros e roubou pelo menos mais uma dezena. Aí começou o caos.     A primeira troca de tiros com policiais militares ocorreu em Guarulhos, na Praça IV Centenário. Outras duas se seguiram na cidade. Um tiro de fuzil matou uma pessoa que estava na garupa de uma moto e uma mulher foi atropelada por um carro da polícia. 
 
Os bandidos rumaram para a zona norte de São Paulo. No Tremembé, trocaram novamente tiros com policiais.   Dois dos assaltantes foram para a Rua Alberto Pierrotti, onde invadiram uma casa em reforma ao lado de uma igreja evangélica. Houve novo tiroteio com policiais que tentaram prender os bandidos – três policiais e um ladrão ficaram baleados. 
 
Na casa foram feitas reféns Alzira Santos da Silva, de 61 anos, sua neta Milene, de 8, e as adolescentes Jéssica, de 17, e Kelly, de 14 anos.   A casa foi cercada por mais de uma centena de policiais de 9º, 15º e 43º Batalhões da PM, além de unidades do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e do Comando de Operações Especiais (COE), ambos da PM. Havia ainda dezenas de policiais civis dos Grupos de Operações Especiais (GOE) e de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). 
 
Atiradores de elite se posicionaram nos telhados e a rua foi isolada.   Por quase duas horas, o ladrão, mais tarde identificado como Elielton Aparecido da Silva, de 32 anos, impediu até que os feridos fossem socorridos. Quando permitiu o socorro, os policiais retiraram pelos fundos os três PMs baleados – um já havia morrido. O delegado Ruy Ferraz Fontes negociou com o bandido e obteve sua rendição. Só então a polícia descobriu que Balengo estava morto dentro da casa.
 
copyright guarulhosweb

 

 

Insira seu comentário

Seja o Primeiro a comentar esta noticia

Insira um comentário