Guarulhosweb
WhatsApp:(11) 9 4702.3664

Pesquisa aponta que apenas 6% dos homicídios são solucionados no País

Redação Guarulhosweb    08/08/2018 13:57

 

O Brasil apresenta um dos maiores índices de criminalidade do mundo e é o país com o maior número de cidades entre as 50 áreas urbanas mais violentas em todo o planeta. Por outro lado, apresenta também uma das menores taxas de condenação. “Isso se explica, principalmente, pela baixa frequência de apuração criminal com êxito. Ou seja, com a identificação dos agressores e produção de provas válidas de cunho científico”, justifica o professor Fernando Antonio Merege, do curso de Investigação Criminal Inteligente, do PECE – Programa de Educação Continuada da Escola Politécnica da USP.
 
Só em 2017, aproximadamente 60 mil pessoas foram assassinadas no país, um aumento de 2,7% em relação a 2016. Mas, dados oficiais da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública revelam que somente 6% dos homicídios dolosos, ou seja, com intenção de matar, são solucionados por aqui. Já em outros países esses índices são bem superiores. Chega a 90% no Reino Unido, a 80% na França e a 65% nos Estados Unidos. “A explicação para esse abismo entre o Brasil e outros países está, principalmente, na falta de metodologias científicas de investigação e no uso de técnicas anacrônicas no levantamento de local”, completa Merege.
 
No entanto, o professor diz que no curso oferecido pelo PECE são apresentadas, além das técnicas atuais de exames periciais básicas empregadas no país, metodologias modernas de investigação e os avanços empregados ou em desenvolvimento em modernos centros de pesquisa. “Mas é preciso colocá-los em prática para reverter esse quadro. Os países que tiveram progresso significativo na investigação e na solução dos crimes, e consequentemente na redução do número de casos, investiram fortemente no processo investigativo, com a criação de manuais e de sistematização de procedimentos oficiais”, conclui o professor.
 
copyright guarulhosweb

 

 

Insira seu comentário

Seja o Primeiro a comentar esta noticia

Insira um comentário