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Governador é o mais atacado no DF; adversários tentam contrapor propostas

Mariana Haubert    17/08/2018 00:46

 


Sete dos onze candidatos ao governo do Distrito Federal apresentaram nesta quinta suas principais propostas ao eleitorado no debate realizado pela Band. Os postulantes discutiram, principalmente, sobre segurança pública, garantia de moradia, geração de empregos, mobilidade urbana e o uso sustentável dos recursos hídricos.

Enfrentando rejeição à sua gestão, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) foi o principal alvo dos ataques dos adversários. Ele foi acusado pelo candidato do MDB, Ibaneis Rocha, de mascarar os dados de segurança pública. Em resposta, Rollemberg afirmou que o Fórum Nacional de Segurança Pública divulgará dados que mostram que o DF teve uma redução de 38% no número de homicídios.

Rollemberg também foi acusado pelo candidato do DEM, o deputado federal Alberto Fraga, de ter feito "socialismo barato" ao ter determinado ações de desocupação da orla do Lago Paranoá, no centro de Brasília. Para o parlamentar, o governador atingiu os moradores, mas preservou clubes e embaixadas que possuem terrenos às margens do lago. Rollemberg rebateu e disse que a ação foi, na verdade, "um marco civilizatório".

Fraga também acusou Rollemberg de não ter feito a ampliação do metrô como havia prometido quando foi eleito em 2014. O socialista se defendeu dizendo que até o fim do ano três novas estações serão inauguradas. Fraga rebateu dizendo que uma das regiões que havia sido incluída nas promessas, a Asa Norte, não viu o "cor" do metrô no local. "O senhor não teve capacidade de ampliar o metrô", concluiu.

Depois foi a vez do deputado federal Rogério Rosso (PSD) afirmar que "não adianta falar de números" ou "colocar o que você Rollemberg fez". "O importante é que a saúde não melhorou, a educação não melhorou e a segurança piorou. Uma coisa é o que você fala, outra coisa é a realidade", disse.

Antes Rollemberg havia dito que seu governo está deixando um legado para "essa e futuras gerações" enquanto outros governos optaram por construir estádios e um centro administrativo que está sem uso.

Questionado ao final do debate pela reportagem da Band se quem está no poder está mais exposto a ataques, Rollemberg tergiversou e defendeu ações do seu governo. "Enquanto eles prometem, a gente já está fazendo", disse.

Propostas

Durante o debate, Rosso prometeu pagar a terceira parcela do reajuste dos servidores públicos e dar paridade aos policiais civis do DF com a Polícia Federal.

Ex-diretora da Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília (UnB) e candidata pelo Psol, Fátima Sousa defendeu a implementação de melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS) na capital com a massificação do programa Saúde em Casa.

A candidata do Pros ao Palácio do Buriti, a deputada distrital Eliana Pedrosa prometeu liberar as faixas exclusivas de ônibus para a circulação de qualquer tipo de veículo fora dos horários de pico. Ela também afirmou que reduzirá em 50% o número de "pardais", nome dado no DF às câmeras de fiscalização de velocidade. Para ela, o excesso de fiscalização é resultado de uma "sanha arrecadatória que prejudica a todos".

Alguns candidatos também defenderam a atração de empresas privadas para o Distrito Federal como forma de gerar emprego na região. Para Fátima Sousa, a iniciativa é fundamental para diminuir o desemprego. Já Ibaneis Rocha afirmou que irá incentivar micro e pequenas empresas com recursos do Banco de Brasília (BRB).

No início do debate, todos os candidatos responderam a uma pergunta enviada pelos leitores do jornal Metro sobre a destinação que eles dariam ao Centro Administrativo, localizado em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal.

O complexo foi inaugurado na gestão do ex-governador Agnelo Queiroz (PT) em 2014 ao custo de R$ 1 bilhão e tinha como objetivo abrigar a estrutura central do governo do DF, mas o espaço nunca foi usado. O consórcio responsável pela construção do prédio foi formado pela Odebrecht e Via Engenharia.

A maioria dos candidatos defendeu que o lugar tenha uma destinação diferente e seja usado como universidade, centro de encontros de jovens ou até mesmo hospital. Rollemberg (PSB), candidato à reeleição, disse ainda que há uma questão jurídica que ainda precisa ser resolvida para que o prédio seja finalmente utilizado.

Rogério Rosso (PSD) foi o único a defender que o lugar possa abrigar secretarias do Executivo e, assim, possibilitaria ao governo economizar com aluguéis.

Candidato pelo PT, Júlio Miragaya afirmou ainda que, no debate, estava claro que havia "50 tons de Temer", em alusão à expressão usada por Guilherme Boulos, candidato à Presidência pelo Psol, em fala direcionada a seu rival, o ex-ministro Henrique Meirelles, do MDB, no debate entre presidenciáveis também realizado pela Band. Em sua defesa, Ibaneis respondeu que a pecha não lhe cabia. "Quero deixar claro que aqui não existe 50 tons de Temer porque eu me filiei a um partido, mas não ao que o passado desse partido fez", respondeu.

Realizado pela Band, o debate reuniu nesta noite 7 dos 11 postulantes ao Palácio do Buriti. Participam os candidatos: o atual governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), Eliana Pedrosa (Pros), Alberto Fraga (DEM), Ibaneis Rocha (MDB), Rogério Rosso (PSD), Fátima Sousa (Psol), Julio Miragaya (PT).

Segundo a emissora, os nomes foram selecionados a partir do critério de representatividade política das coligações no Congresso Nacional.

Para participar, foram selecionados os integrantes de coalizões com um mínimo de cinco cadeiras. Foram excluídos: Alexandre Guerra (Novo); general Paulo Chagas (PRP); Renan Arruda (PCO) e Antônio Guillen (PSTU).
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