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Polarização marca encerramento da Semana de Moda de NY

Sergio Amaral - Especial para a AE    13/09/2018 16:42

 


Marc Jacobs e Rihanna. Coube às duas estrelas, uma da moda e outra da música, encerrar a Semana de Moda de Nova York, a primeira parada da temporada do verão 2019, que segue por Londres, Milão e Paris até o começo de outubro.

São dois pólos da moda de hoje, que expõem um dos principais dilemas da indústria na era das redes sociais, em que likes, interações e compartilhamentos têm cada vez mais valor: quanto vale o show de um estilista experiente frente ao de um influenciador poderoso?

O desfile de Marc Jacobs atrasou 1h30 - irritou a plateia e impulsionou boatos de que ele teria feito isso só para prejudicar Rihanna, cuja apresentação estava marcada para a mesma faixa de horário -, mas foi espetacular.

Especialmente para os apaixonados e experts em moda, trazendo com referências históricas a criações de Saint Laurent, Chanel, Ossie Clark, Claude Montana e Halston. "As referências Eram todas a pessoas cujos trabalhos eu amo. E algumas nossas também", declara o estilista ao WWD.

Foi uma demonstração de savoir-faire, de domínio de técnicas e materiais sofisticados, de construções complexas feitas com primor, coisas que com 30 anos de experiência, incluindo 16 deles no comando da direção criativa do feminino da Louis Vuitton, Jacobs tem de sobra.

A Savage x Fenty está no extremo oposto. A marca de lingeries da Rihanna, a cantora e ícone fashion que é um fenômeno nas redes sociais não tem lá muita experiência em design nem desenvolvimento de produto. Mas seu Instagram (@badgalriri) tem mais de 64 milhões de seguidores, um deles, a propósito, o próprio Marc Jacobs (@themarcjacobs), que tem cerca de um milhão de followers. Quem causa mais nas redes? Riri, claro.

E assim foi com a apresentação da sua linha de lingerie, com um elenco de mulheres de diferentes cores, etnias e tamanhos num happening performático em que faziam coreografias se alongando e dançando ao som de uma trilha que ia do zen ao eletrônico nervoso.

Pouco importa o design e as referências da coleção, que atira para todos diversos lados e tem propostas bastante interessantes de produto. A audiência potencial é gigantesca e o alcance dos produtos, boa parte deles básicos de preços e conceito bastante acessíveis, também.

Enquanto Rihanna fala com as massas e promete sucesso de vendas e de público, a apresentação de Marc Jacobs sugere uma celebração à moda e ao design, ao glamour (antigo e, provavelmente, datado), ao guarda-roupa feminino e todas suas maravilhosas possibilidades.

"Há gente suficiente vestindo mulheres para ir ao Starbucks", fala o estilista, comentando a onda de streetwear normalzona que é corrente - e que tem entre seus representantes, marcas, como a Supreme e a Yeezy, do rapper Kanye West.
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