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Governo da França adiará aumento dos impostos sobre os combustíveis

Redação Guarulhosweb    04/12/2018 10:18

 


O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, anunciará nesta terça-feira, 4, a suspensão do aumento nos impostos sobre os combustíveis para apaziguar o movimento dos "coletes amarelos", que colocou Paris em situação caótica nos últimos três finais de semana. Também serão anunciadas outras medidas para aliviar as tensões.

Tanto o jornal "Le Monde" quanto a rádio France Info disseram que o plano de alta nas taxas, que provocou protestos violentos desde 17 de novembro, será mantido em suspensão por diversos meses. Há três semanas, o primeiro-ministro havia insistido que o governo não deveria mudar a medida e que deveria seguir determinado a ajudar os consumidores franceses a abandonar os combustíveis fósseis.

Philippe irá falar nesta terça com deputados do partido de Emmanuel Macron, A República em Marcha (LREM na sigla em francês). Não houve comentário imediato do escritório do primeiro-ministro.

É improvável que o anúncio de Philippe ponha fim às barricadas e manifestações, com mais protestos programados para acontecer no próximo fim de semana em Paris. Nesta terça-feira, manifestantes bloquearam diversos postos de combustíveis e muitos insistiram que a luta não tinha acabado. "É o primeiro passo, mas nós vamos não vamos nos contentar com migalhas", disse Benjamin Cauchy, um dos líderes dos protestos.

A socialista Segolene Royal, ex-candidata a presidente, elogiou a medida de Philippe, mas disse que a ela veio tarde demais. "Essa decisão deveria ter sido tomada no início, assim que o conflito emergiu", afirmou. "Nós sentimos que seria muito, muito difícil porque nós vimos ódio, especialmente de aposentados. Eles deveriam ter desistido (do aumento nos impostos) logo de primeira. Quanto mais você deixa um conflito criar raízes, mais você terá que ceder eventualmente", avaliou.

A líder de extrema direita Marine Le Pen, segunda colocada na última eleição presidencial, atacou a decisão e disse que era muito pouco, publicando no Twitter que "obviamente não estava à altura das expectativas dos franceses lutando contra a precariedade."

Depois de um terceiro final de semana de confrontos liderados por manifestantes vestindo os característicos coletes amarelos em Paris, Philippe conversou na segunda-feira sobre a crise com representantes dos maiores partidos políticos da França. Ele também se encontrou com Macron e outros ministros para achar uma solução rápida para os conflitos. Enfrentando a mais séria manifestação de rua desde a sua eleição, em maio de 2017, o presidente cancelou uma viagem de dois dias à Sérvia para ficar na França nesta semana.

Mais de 100 pessoas ficaram feridas na capital francesa e 412 foram presas nos finais de semana durante o pior protesto urbano da França em anos, com dúzias de carros incendiados. Desde que o movimento surgiu em 17 de novembro, três pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas em confrontos ou em incidentes ligados aos protestos.

Os protestos começaram com motoristas irritados com o aumento nos impostos sobre os combustíveis e cresceram em uma série de reclamações, com manifestantes afirmando que o governo de Macron não se importa com os problemas das pessoas comuns.

O novo imposto tinha como objetivo subir o preço da gasolina em quatro centavos de euro por litro a partir de janeiro. A gasolina custa atualmente um pouco mais que o diesel, em torno de 1,42 euro, equivalentes a R$ 6,20 na cotação atual. Fonte: Associated Press.
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